• Tribuna98
  • 25 de junho de 2025

Socorro Waquim enfrenta resistência e articulações nos bastidores para assumir vaga na Assembleia Legislativa

A ex-prefeita de Timon e primeira suplente de deputada estadual, Socorro Waquim (MDB), tem encontrado dificuldades políticas e resistência nos bastidores para reassumir uma cadeira na Assembleia Legislativa do Maranhão. Mesmo com chances reais de voltar ao parlamento, o caminho está longe de ser tranquilo, já que disputas internas e manobras estratégicas estão sendo travadas para inviabilizar sua ascensão.

Apesar de ter exercido mandato como deputada estadual em outras ocasiões, Socorro agora precisa contar com a possível saída de parlamentares que disputarão prefeituras nas eleições de 2024, como Arnaldo Melo e Rigo Teles. Caso esses deputados se elejam prefeitos de Passagem Franca e Barra do Corda, respectivamente, suas cadeiras na Assembleia seriam abertas, o que abriria espaço para a suplente do MDB. No entanto, o próprio partido não tem demonstrado entusiasmo com a possibilidade de seu retorno.

Na cidade de Timon, sua principal base política, o prefeito Rafael Leitoa tem articulado nos bastidores o lançamento da candidatura de sua esposa, Gisele Bezerra, como alternativa ao grupo de Socorro, tentando enfraquecê-la politicamente e atrair antigos aliados da emedebista. A movimentação tem causado desconforto entre lideranças locais, que enxergam uma tentativa deliberada de esvaziamento da força de Waquim, mesmo com seu histórico de serviços prestados e presença consolidada na política do estado.

Nos bastidores, também circula a informação de que a entrevista recente da emedebista ao lado de aliados foi abafada por falta de apoio da própria cúpula do MDB, o que reforça a narrativa de isolamento político. Ainda assim, aliados próximos de Socorro acreditam que ela está preparada para o retorno e que, se houver coerência partidária, seu nome será respeitado como prioridade da legenda para assumir uma eventual vaga.

Socorro Waquim segue monitorando atentamente os próximos passos dos deputados cotados para disputar prefeituras. Seu retorno à Assembleia dependerá não apenas da movimentação dos titulares, mas também da disposição do partido em reconhecer sua trajetória e garantir o respeito ao direito da suplência. Até lá, o jogo segue sendo jogado no silêncio das articulações.

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