Juscelino Filho inicia diálogo para transferência de tecnologia e conectividade entre Brasil e Canadá

Em primeiro dia de agenda no Canadá, o ministro das Comunicações se reuniu com as empresas Telesat e MDA Space, visando parceria para transferência de tecnologia voltada a satélites de baixa órbita
O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, iniciou uma série de compromissos e tratativas no Canadá, com o intuito de trocar experiências que promovam o avanço da conectividade no Brasil. Em Montreal, ele se reuniu com executivos da Telesat e da MDA Space para discutir o desenvolvimento da constelação de satélites de baixa órbita voltada ao atendimento corporativo.
Durante o encontro, o ministro Juscelino Filho e o CEO da Telesat, Daniel Goldberg, acordaram em iniciar tratativas para assinar um memorando de entendimento envolvendo os governos canadense e brasileiro para desenvolver uma cooperação técnica ampliada e transferência de tecnologia entre a Telebras, Visiona e Telesat.
“O Brasil tem avançado na ampliação do acesso à conectividade, especialmente em áreas remotas e carentes de infraestrutura digital. A tecnologia de satélites de baixa órbita representa uma oportunidade estratégica para levar internet de alta velocidade a mais brasileiros, reduzindo desigualdades e impulsionando o desenvolvimento. Nossa agenda no Canadá reforça o compromisso do presidente Lula em buscar parcerias inovadoras e cooperação técnica para fortalecer a inclusão digital no país”, disse o ministro das Comunicações, Juscelino Filho.
A Telesat atua há 55 anos com satélites geoestacionários e, no ano passado, iniciou os testes para sua constelação de satélites de baixa órbita, denominada Telesat Lightspeed, proporcionará maior velocidade de rede e estabilidade do sinal de internet. A MDA é uma empresa canadense líder em tecnologia espacial, responsável pelo desenvolvimento e fabricação de satélites, componentes espaciais e sistemas de comunicação por satélite. A companhia foi escolhida como fabricante da constelação.
Segundo a Telesat, serão 198 satélites em órbita a 1,3 mil quilômetros de altitude em até dois anos, com um investimento já assegurado de US$ 3,8 bilhões.