Prefeito Wallas Rocha, de São Benedito do Rio Preto-MA A Justiça Eleitoral determinou o retorno imediato do prefeito Wallas Gonçalves Rocha ao comando da Prefeitura de São Benedito do Rio Preto. O gestor havia sido afastado por decisão cautelar no âmbito de investigação que apura supostos crimes como peculato, falsidade ideológica e irregularidades envolvendo recursos públicos. Na nova decisão, proferida nesta segunda-feira (02), a magistrada entendeu que não subsistem, neste momento, os fundamentos que justificavam a manutenção da medida extrema de afastamento. Com isso, foi revogada a suspensão do exercício da função pública e determinado o imediato retorno de Wallas ao cargo. A decisão também autoriza a restituição de bens apreendidos, como veículos, mediante termo de fiel depositário, mantendo-se restrições de transferência. Apesar da revogação da cautelar, o processo continua em tramitação. A investigação segue em curso e ainda não houve oferecimento de denúncia formal.


Na manhã desta segunda-feira (2), o vereador Raimundo Penha (PDT) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de São Luís para defender a destinação de R$ 15 milhões para a criação do Passe Livre Estudantil. A medida, aprovada pela Casa Legislativa na última semana, foi alvo de críticas por parte do prefeito Eduardo Braide (PSD).
A emenda que garante os R$ 15 milhões foi aprovada pelos vereadores durante a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. O valor será destinado ao Passe Livre Estudantil por meio de remanejamento interno, ou seja, sem aumentar o gasto total previsto no orçamento da cidade.
Os recursos saíram de dotações de pastas como Obras e Serviços Públicos, Instituto Municipal de Paisagem Urbana, e das secretarias da Fazenda, Administração, Planejamento e Comunicação.
Em seu pronunciamento, Raimundo Penha rebateu as declarações do prefeito. “O prefeito foi para a rede social e disse que o Passe Livre era inviável. Disse que nós estávamos até tentando enganar a população”, declarou o vereador, questionando a postura do Executivo municipal.
O vereador citou como exemplo o Governo do Estado, que implantou o benefício para os alunos da rede estadual de ensino sem complicações. “Implantaram sem brigar com empresários, sem brigar com a Assembleia Legislativa, sem brigar com ninguém. Já foi implantado, não é uma promessa. Não quebra o sistema, porque o dinheiro vai direto como crédito na carteira do estudante”, afirmou.
A defesa do Passe Livre também ganhou eco entre outros parlamentares. Os vereadores Marcelo Poeta (PSB) e Thay Evangelista (União Brasil) se manifestaram favoravelmente e informaram que, se necessário, disponibilizarão parte de suas emendas parlamentares individuais para viabilizar o programa.
O presidente da Comissão Especial do Passe Livre Estudantil, vereador Marlon Botão (PSB), anunciou que o relatório técnico sobre a viabilidade do programa está concluído e será encaminhado à Mesa Diretora e aos demais parlamentares. O documento é resultado de um estudo aprofundado que visa subsidiar a implementação do benefício na capital.
“Pode parecer que o Passe Livre Estudantil é um gasto, mas pelo contrário, o passe livre estudantil é um investimento em uma São Luís mais humana, mais justa e mais igualitária”, destacou Botão.
O vereador Pavão Filho (PSB) também engrossou o coro a favor da medida. Ele lembrou que cerca de 19 capitais brasileiras já adotaram o sistema. “O que falta não é dinheiro, o que falta é vontade política. O passe livre é um incentivo à Educação de milhares de crianças e adolescentes de nossa cidade”, argumentou.

A Polícia Federal efetuou, na madrugada (1°), a prisão em flagrante de dois cidadãos bolivianos. Os indivíduos haviam sido detidos previamente pela Polícia Militar do Maranhão, no município de Senador La Roque/MA, enquanto transportavam 447 tabletes de substância entorpecente, aparentemente cocaína, totalizando cerca de 514 kg.
De acordo com as informações apuradas, a droga estaria sendo transportada em uma aeronave proveniente da Bolívia, com destino ao estado do Maranhão.
Os presos foram encaminhados às autoridades competentes e permanecerão à disposição da Justiça.

Conhecido neste domingo (1), o primeiro campeão estadual da temporada.
E o título é inédito no futebol maranhense.
O Iape venceu o Maranhão, por 1 a 0, no Estádio Nhozinho Santos.
O gol da vitória fo Iape foi marcado por Igor Baddio, aos 30 minutos do segundo tempo.
Com a vitória, o Iape conquistou pela primeira vez o título de campeão maranhense, sob o comando do veterano Eloir e do bom treinador Wallace Lemos.
A melhor colocação do Iape no Campeonato Maranhense tinha sido a terceira colocação no ano passado.
Parabéns ao Iape pela conquista histórica!!!!
Carlos Brandão
Sou um maranhense que tem muito orgulho do meu estado, principalmente pelo fato de conhecer cada canto desse chão. Sentei à mesa de muita gente simples e trabalhadora, ouvi histórias de luta e de esperança.
Foi assim que aprendi, na prática, que o Maranhão não precisa de promessas grandiosas – precisa de condições para produzir.
Anos atrás, quando ainda exercia mandato de deputado federal, visitei um agricultor que mantinha sua horta com esforço quase solitário.
A irrigação era feita no braço, com um regador comum. Produzia pouco, não por falta de vontade, mas por falta de estrutura. Vi ali um potencial evidente. Vi também que um apoio objetivo poderia alterar aquele cenário. Viabilizamos, então, um kit simples de irrigação.
Tempos depois, retornei. A área plantada havia se multiplicado, as culturas estavam diversificadas e a produção tinha outro padrão. Não foi milagre. Foi condição de trabalho. Ele só precisava de um empurrãozinho.
Esse exemplo se aplica a milhares de famílias que dependem da agricultura familiar. Nesta semana, avançamos de forma concreta para enfrentar gargalos históricos.
No caso de quem trabalha com o leite, temos a certeza de que vamos mudar a história atual. Somos o segundo maior rebanho bovino do Nordeste, com mais de 10 milhões de cabeças.
Ainda assim, por muito tempo, quem produzia leite em pequena escala enfrentava um problema simples e cruel: não tinha onde armazenar.
Para resolver essa questão, entregamos 80 tanques de resfriamento, com capacidade de 2 mil litros cada, para produtores nas regiões Tocantina, Sertão e Médio Mearim, com investimento de R$ 1,8 milhão, por meio do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma).
Antes, já havíamos zerado o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do leite e derivados e facilitamos crédito com juros subsidiados, em parceria com o Banco do Nordeste. Garantimos mercado por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Leite) e fortalecemos a assistência técnica, com a Aged, Agerp, Sagrima e o próprio Iterma. Isso muda o jogo.
Também esta semana, entregamos 5.120 kits e equipamentos voltados à agricultura familiar: roçadeiras, motores de rabeta, sistemas de irrigação e forrageiras. Investimento na ordem dos R$ 10 milhões. Ainda autorizamos a construção de 1.830 cisternas, garantindo segurança hídrica tanto para o consumo quanto para a produção.
A agricultura familiar responde por cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos maranhenses. Se ela não tiver estrutura, o estado inteiro perde. E estrutura também inclui segurança jurídica.
Por isso, executamos o maior programa de regularização fundiária já realizado no Maranhão: o Paz no Campo – que inclusive recebeu o prêmio de melhor programa de regularização fundiária do Brasil.
Já são 35 mil títulos entregues pelo Iterma – 18 mil na zona rural e 17 mil na urbana -, alcançando aproximadamente 40 mil famílias, além de termos regularizado 40 territórios quilombolas.
Título definitivo significa acesso a crédito, capacidade de investimento, estabilidade para planejar o futuro e certeza de que a terra é seu patrimônio, que ficará para as próximas gerações.
O que está em curso é um processo de fortalecimento da base produtiva. Quando o pequeno produtor cresce, o comércio local gira, a indústria de laticínios se expande, a renda circula.
Não há desenvolvimento consistente sem campo estruturado.
Queremos os pequenos agricultores – como aquele que mencionei no início do artigo – preparados para crescer. Quem trabalha antes do sol nascer precisa de condição. É isso que estamos garantindo.
*Governador do Maranhão
“O Governo do Estado tem um forte compromisso com Presidente Dutra. Temos obras sendo executadas em todo o município e, hoje, inauguramos algumas que antes eram vistas como impossíveis de serem feitas”, disse o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, durante grande ato de entrega de serviços e obras estruturantes no município, realizado neste sábado (28), com a presença do governador Carlos Brandão.
Orleans destacou a inauguração da Estrada do Creoli como uma das mais importantes entregas ao município. “Eu vi a importância dessa estrada para a população de Presidente Dutra. As pessoas não acreditavam que ela saísse do papel, e agora ela está aí, pronta. Eu percebi a felicidade das pessoas com essa estrada”, enfatizou o secretário.
Com uma extensão de 17 km, a Estrada do Creoli melhora significativamente a mobilidade, a logística, o escoamento da produção agrícola e o acesso da população à sede do município.
Ainda como parte do pacote de inaugurações em Presidente Dutra, um dos pontos altos foi também a entrega da Casa da Mulher Maranhense. A nova unidade reforça o compromisso do Estado com o enfrentamento à violência contra a mulher, reunindo em um único local serviços essenciais como atendimento psicossocial, orientação jurídica e proteção integral.
Na ocasião, o governador Carlos Brandão elencou algunas das obras executadas no município. “São escolas, estradas, sistemas de abastecimento d’água, Casa da Mulher Maranhese, entrega de tablets a estudantes e a agentes de saúde, enfim, uma gama de outros serviços que muitos não acreditavam que chegariam aqui, mas que nós assumimos um compromisso com a população de fazer e fizemos”, frisou.
*Comemoração*
O prefeito de Presidente Dutra, Raimundinho da Audiolar, disse que o momento era de comemoração e gratidão por tantas obras concretizadas no município. “A presença do Estado aqui tem sido uma constante. Já são tantas obras executadas, e nós só temos a agradecer por esse olhar para o nosso município e nosso povo”, ressaltou.
A educação de Presidente Dutra também ganhou reforço com a inauguração de uma nova unidade escolar, agora no povoado Calumbi, que ganhou o Centro de Ensino Governador Eugênio Barros.
Em seguida, foram entregues mais 113 tablets e fardamentos a agentes comunitários de saúde do minicipio. A iniciativa vai proporcionar melhores condições de trabalho, um maior monitoramento dos índices na área e acompanhamento das famílias assistidas.
*Assistência*
Na mesma ocasião, também foram entregues dois veículos pequenos e uma caminhonete, beneficiando as secretarias municipais de Assistência Social e Educação. Além disso, o Governo do Estado entregou mais sistemas simplificados de abastecimento de água, nas comunidades no bairro Centrinho e na Vila Militar.
A agenda foi concluída com um grande ato do ‘Festival Conecta’, ação do Programa Educação de Verdade – Eixo Tô Conectado, que entregou mais 1.660 tablets para alunos da rede estadual de ensino da região.

Simplesmente Maria voltou animada após ida a Brasília
Em recente passagem por Brasília, a prefeita de Arari, Simplesmente Maria, recebeu garantias do governo federal para várias ações administrativas, destinadas a atender necessidades básicas da população em vários setores. Ela teve audiências agendadas com ajuda do presidente José Sarney, cujo influência política na Capital Federal e no governo do presidente Lula é bastante expressiva. E nos encontramos, conforme relatou, ela recebeu atenção especial dos ministros e dirigentes de órgãos com os quais se reuniu. Entre os temas para os quais chamou a atenção e pediu procedimentos foi acerca da invasão do mar (salgada) na água doce do Rio Mearim (doce), ocorrência que traz implicações danosas para a lavoura e o abastecimento doméstico de uso humano.
A prefeita esteve com os ministros do Turismo, Gustavo Feliciano; das Cidades, Jader Barbalho Filho; da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; e com a presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba. A todos apresentou propostas constantes de seu plano de metas e para as quais recebeu a garantia de atendimento ainda no decorrer deste ano. “Retorno a Arari com grande expectativa”, confessou ao blog.
Por professor Marcos Soares, escritor e ativista social.
A recente ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel inaugurou um novo e delicado capítulo da instabilidade no Oriente Médio. Neste último fim de semana, autoridades iranianas confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, figura central da República Islâmica desde 1989. O episódio não apenas altera o equilíbrio regional, como simboliza o encerramento de um ciclo político marcado por tensões permanentes, autoritarismo interno e enfrentamento externo.
A morte de Khamenei representa mais do que a perda de uma liderança longeva. Ela escancara as fragilidades de um regime fortemente centralizado e aprofunda as incertezas sobre o futuro político do Irã e da região. Trata-se de um fato que exige leitura histórica e política, articulando democracia, direito internacional, fundamentalismo religioso e a política externa das grandes potências.
Em suas análises sobre o Oriente Médio,Leonardo Trevissam aponta para o esgotamento da chamada ordem liberal internacional. Para ele, o discurso da defesa da democracia e dos direitos humanos tem sido reiteradamente instrumentalizado para legitimar ações militares unilaterais, enquanto normas básicas do direito internacional são relativizadas diante dos interesses estratégicos das superpotências. A guerra deixa de ser exceção e passa a integrar o cotidiano da política externa global.
Essa leitura dialoga com Jayme Brener, autor de Ferida Aberta – O Oriente Médio e a nova ordem mundial, ao evidenciar que a região permanece submetida a uma lógica de instabilidade estrutural, produzida por décadas de intervenções externas, disputas geopolíticas e controle de recursos estratégicos. O Oriente Médio não é apenas cenário de conflitos, mas elemento central de uma engrenagem internacional marcada pela assimetria de poder.
No plano interno iraniano, a obra de Osvaldo Coggiola, A Revolução Iraniana, ajuda a compreender os paradoxos do regime. A revolução de 1979 nasceu como reação ao autoritarismo do xá Reza Pahlevi e ao imperialismo ocidental, mas resultou na consolidação de uma teocracia que restringiu liberdades civis, cerceou a liberdade de expressão e fundiu religião e Estado de forma autoritária. O fundamentalismo religioso, quando convertido em projeto político, tende a sufocar o pluralismo e a criminalizar o dissenso.
A ausência de Khamenei aprofunda essas contradições. Sua liderança simbolizou, simultaneamente, resistência ao domínio externo e repressão interna. O vácuo político que se abre amplia o risco de disputas internas, radicalização e prolongamento da instabilidade, com impactos diretos sobre o Oriente Médio e o sistema internacional.
No plano externo, a atuação norte-americana reafirma um padrão de política externa beligerante. A orientação adotada por Donald Trump expressa uma concepção de mundo baseada no unilateralismo, na imposição da força e no enfraquecimento dos organismos multilaterais. Como observa Trevissam, essa prática corrói os fundamentos do direito internacional e consolida uma ordem em que a vontade das potências se impõe sobre regras coletivas.
Os efeitos dessa instabilidade extrapolam o campo político e alcançam a economia global. O Oriente Médio concentra rotas estratégicas do comércio internacional e parcela significativa da produção e do escoamento de energia. A intensificação do conflito amplia a volatilidade dos mercados, pressiona cadeias logísticas, eleva riscos inflacionários e aprofunda incertezas em um cenário econômico mundial já fragilizado.
Nesse contexto, a posição do Brasil assume relevância. Ao condenar os ataques, defender a soberania do Irã e pedir prudência às nações envolvidas, o país reafirma uma tradição diplomática baseada no multilateralismo, na solução pacífica dos conflitos e no respeito ao direito internacional. Trata-se de uma postura coerente com os interesses nacionais e com o papel histórico do Brasil como ator moderador em um sistema internacional tensionado pela lógica da força.
O Oriente Médio segue, assim, como uma ferida aberta da política mundial. Entre fundamentalismos religiosos, autoritarismos internos e interesses imperialistas externos, a população civil continua sendo a principal vítima. A história demonstra que a força militar não constrói democracia nem estabilidade duradoura. Sem diplomacia, respeito às normas internacionais e compromisso real com a autodeterminação dos povos, a guerra tende a se normalizar como método de organização da ordem global.

O deputado estadual Dr. Yglésio classificou de “diabólica” uma suposta trama jurídica que estaria sendo arquitetada pelo grupo de oposição dinista com o objetivo de fazer o governador Carlos Brandão renunciar ao cargo até o dia 4 de abril.
“Percebem o quão diabólica está sendo essa trama jurídica para tentar forçar uma renúncia do Brandão”, observou, na sessão plenária desta quinta-feira (26).
De acordo com Yglésio, a manobra se consolidará com uma reviravolta que estaria sendo articulada no caso do assassinato do empresário e agiota João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho pelo réu confesso Gilbson César Soares Cutrim Júnior, já julgado e condenado pelo crime. Ele cumpre a pena em Brasília.
“Agora teve uma manifestação, depoimento. Olha de quem o depoimento. A mulher do cara que não podia nem ser ouvida como testemunha, no máximo numa condição de informante, deu um depoimento”, relatou ele.
Yglésio observou que, por conta desse depoimento da esposa do assassino, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),Flávio Dino, já fez pedido de manifestação ao ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e ao senador Weverton Rocha, que foram citados por ela sem apresentar qualquer prova.
Desconstrução em série
O deputado Dr. Yglésio fez, ainda, uma desconstrução em série de narrativas falsas que o grupo de oposicionistas tenta sustentar contra o governo de Carlos Brandão. Ele rebateu um suposto superfaturamento na contratação de artistas nacionais, esclarecendo que o comparativo apresentado traz valores de shows em realidades diferentes, nas prévias da folia e, depois, nos dias de Carnaval, período de grande demanda e no qual as apresentações encarecem em todo o país.
“Pegou uma uva e comparou com abacaxi. Essa é uma comparação, falaciosa. Ela é desonesta de plano porque ela parte de uma premissa que não é verdadeira”, disse.
Yglésio também desconstruiu o que ele considera inverdades disseminadas pela oposição sobre a obra de prolongamento da Avenida Litorânea. “A questão da Litorânea é uma das coisas mais desonestas do ponto de vista de argumento que eu já vi na vida”, resumiu.
Ele apresentou, inclusive, problemas em obras de aliados da oposição, que duraram anos, extrapolaram o orçamento previsto e foram entregues inacabadas.
“Jackson Lago quando fez aquela porcaria daquela Quarto Centenário, que Roseana terminou, R$ 340 milhões. A Litorânea é R$ 230 milhões. Comparem as obras em complexidade. O Flávio Dino, quando governador, fez aquela pontezinha mequetrefe que não dá 1 quilômetro, de Central a Bequimão, no valor de R$ 134 milhões, e entregou sem a cabeceira”, pontuou.
Também rebateu a fake news sobre a empresa Agla´S Infraestrutura Ltda, de propriedade de Aglai Fernanda Cruz, confundida propositadamente com empresa de maquiagem da filha dela. “Essa empresa aqui que já disseram que era uma empresa de maquiagem, é outro CNPJ, é da filha da senhora lá”, pontuou.

O governador Carlos Brandão esteve em Brasília (DF), na terça-feira (24), onde participou de reunião com os ministros do Transporte, Renan Filho, e da Educação, Camilo Santana, para tratar sobre a recuperação das BRs que cortam o Maranhão, e sobre a implantação de um curso de Engenharia de Petróleo, Gás e Energias Renováveis no estado. O chefe do Executivo Estadual também visitou a sede do Consórcio de Governadores da Amazônia Legal, para o qual foi eleito presidente. A posse ocorre em março.
O governador Carlos Brandão se reuniu com o ministro dos Transportes, Renan Filho, para debater pautas voltadas à requalificação de BRs no Maranhão. Na pauta, as rodovias federais 135, 222 e 0-10.
Durante o encontro, foi confirmada para o primeiro trimestre de 2026 a entrega de 54 quilômetros de pavimentação em concreto rígido na BR-135, entre Miranda e o povoado de Caxuxa. Além disso, foi tratada também a reconstrução do trecho da BR-222, de Itapecuru-Mirim a Chapadinha e, também, sobre o edital de duplicação da BR-010, que vai de Imperatriz a Açailândia, que deve ser lançado nos próximos dias.
O governador Carlos Brandão enfatizou que o encontro com o ministro Renan Filho foi positivo. “Discutimos melhorias nas BRs do Maranhão, que é uma demanda trazida pela população para o nosso governo e nós, claro, mantendo o diálogo e parceria constantes com o Governo Federal, buscamos viabilizar. Saímos da reunião com um prazo para a entrega das obras entre Miranda e Caxuxa, uma obra feita em concreto que dará mais durabilidade à pavimentação e deixará o tráfego mais seguro”, informou Brandão.
O chefe do Executivo Estadual também ressaltou que já estão assegurados os recursos para as obras da BR-222. “O ministro Renan Filho nos informou que já estão alocados R$ 200 milhões em recursos para as obras da BR-222 que devem ser iniciadas já no mês de março e que em breve assinará a ordem de serviço para a BR-010, que já está com o projeto pronto, atendendo a uma demanda importante da população da Região Tocantina”, pontuou.
O ministro Renan Filho destacou a importância dos diversos investimentos que o Governo Federal, por meio do Ministério dos Transportes, tem feito no estado. “Hoje, o Maranhão é referência na produção agrícola e mineral, na movimentação portuária, no crescimento econômico e na melhoria da qualidade de vida da população. Por isso, requalificar a malha viária federal do estado é fundamental para fortalecer este corredor econômico do país”, afirmou.
Brandão destacou, ainda, que tratou com o ministro sobre a recuperação do trecho de rodovia federal entre as cidades de Riachão e Carolina, melhorando o acesso a esta região, que tem forte apelo turístico. Segundo o governador, Renan Filho irá analisar mais esta demanda da população maranhense. A reunião contou, ainda, com a presença dos deputados federais Hildo Rocha (MDB-MA) e Márcio Honaiser (PDT-MA).

Reunião no MECO
governador Carlos Brandão, acompanhado do reitor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Fernando Carvalho, se reuniu também com o ministro da Educação, Camilo Santana, para tratar sobre o projeto de implantação do curso de Engenharia de Petróleo, Gás e Energias Renováveis.
O novo curso será estratégico para a qualificação de profissionais para atuarem em futuros empreendimentos da Margem Equatorial, que abrange territórios do Maranhão com potencial de desenvolvimento do setor energético nacional.
“Precisamos preparar os nossos jovens para serem a mão de obra qualificada para ocupar os postos de trabalho que serão criados. Então, este curso é extremamente necessário. A UFMA já criou o curso, a Câmara dos Deputados já aprovou. Em breve, o Senado também aprovará a abertura das vagas. A nossa conversa com o ministro Camilo Santana foi para que o ministério garanta os professores necessários para a formação dos alunos”, explicou.
A Margem Equatorial Brasileira está sendo estudada como a nova fronteira exploratória de petróleo e gás no Norte e Nordeste do país. Das cinco bacias onde deve ser explorado o Petróleo, o Maranhão conta com duas: a do Pará-Maranhão e a de Barreirinhas.
O reitor da UFMA, Fernando Carvalho, informou que a meta é que o curso de Engenharia de Petróleo, Gás e Energias Renováveis oferte 150 vagas por ano. “Este será o primeiro curso deste modelo no Brasil, aliando as energias renováveis com petróleo e gás. Para isso, precisamos do apoio do ministério para a contratação de professores, técnicos e a montagem dos laboratórios específicos para esta área. Também estamos negociando com o ministério a compra do prédio da Caema para ampliarmos o Hospital Universitário. O governador Carlos Brandão tem sido nosso parceiro nestas duas demandas, que irão beneficiar muito todo o estado”, assinalou.
A venda do prédio da sede da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), que é ligada ao Ministério, visa ampliar o Hospital Universitário – Unidade Materno Infantil, localizado ao lado da Companhia, que seria adaptado para as novas instalações da unidade. Com isso, seriam criados 100 novos leitos para atendimento, além do serviço de cirurgias e atendimento oncológico infantil.
Com o valor obtido pela venda, o Governo do Estado construirá um espaço mais amplo, moderno e equipado para o funcionamento da Caema. A nova sede deve ser construída em um terreno localizado em frente ao Terminal Rodoviário de São Luís, na Avenida dos Franceses, no bairro Tirirical.
O presidente da Caema, Marcos Aurélio Alves Freitas, afirmou que a mudança de local da sede da companhia garantiria um melhor atendimento à população. “O prédio atual tem limitações físicas e uma nova sede nos permitiria linkar de forma mais eficiente os setores Administrativo e Operacional. Portanto, esta transferência para uma área da cidade que é mais estratégica para o funcionamento da Caema representaria um grande avanço”, garantiu.
Consórcio de Governadores da Amazônia Legal
Ainda em Brasília, o governador do Maranhão esteve na sede do Consórcio de Governadores da Amazônia Legal, para o qual foi eleito presidente em janeiro deste ano. No local, ele se reuniu com a secretária-executiva, Vanessa Duarte, e tratou sobre as pautas estratégicas para fortalecer o colegiado, além de assinar a solicitação de renovação de parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil.
A posse do governador Carlos Brandão como presidente do consórcio ocorre durante o Fórum de Governadores da Amazônia Legal, que acontecerá nos dias 16 e 17 de março, em São Luís.