
A deputada Ana do Gás (PCdoB) denunciou, na sessão desta quarta-feira (27), a violência de gênero expressa na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) movida pelo partido Solidariedade junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a reeleição, pelo critério de idade, da presidente da Assembleia, deputada Iracema Vale (PSB), após dois empates por 21 a 21 na votação.
“Na referida ação, se sai do critério mais justo, o critério de idade, para querer fixar um critério que diferencia os homens e desempataria a disputa, qual seja o de quem tem mais mandatos. Querer se manter no poder se utilizando do critério de quem detém mais mandatos cria uma verdadeira discriminação de gênero, ferindo de morte a igualdade constitucional entre homens e mulheres, além da igualdade entre os parlamentares”, afirmou, indignada, a parlamentar.
Ana do Gás destacou o fato de a ADIN, protocolada e distribuída na segunda-feira (25), por sorteio, ser relatada pela ministra Cármen Lúcia no STF. “O que me alivia é saber que é a ministra Cármen Lúcia, a única mulher da Corte Suprema, vai relatar essa ADIN. Cármen Lúcia simboliza a luta das mulheres brasileiras por mais espaço de poder. Seguiremos firmes e de cabeça erguida porque essa luta não é só da deputada Iracema Vale, mas de todas nós, mulheres. Essa luta é por todas as mulheres”, reforçou.
Segundo a deputada, a peça jurídica do Solidariedade apresenta um arrazoado que é claramente e absurdamente discriminatório e que se constitui em violência de gênero. Para Ana do Gás, a referida ADIN cogita estabelecer um critério somente para tentar favorecer os homens, sendo “um verdadeiro golpe à democracia parlamentar”, o que considerou repugnante.
“Na atual quadra da história, quando se busca avançar na luta em defesa dos direitos das mulheres, não podemos ficar caladas diante de tamanho absurdo proposto por essa ADIN. O fundamento dessa ação jurídica é mero inconformismo da chapa derrotada nas eleições para a Mesa Diretora da Assembleia. E seu conteúdo é repugnante sob todos os aspectos”, concluiu.
A deputada Ana do Gás (PC do B), em sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira (16), foi eleita, unanimemente, para o cargo de 4ª vice-presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.
Ela substituirá, até o fim deste biênio, sua colega Andréia Rezende (PSB), eleita, na semana passada, 1ª vice-presidente no lugar de Rodrigo Lago (PC do B), que abdicou do cargo para poder voltar a advogar.
Ana recebeu a chancela dos 25 parlamentares presentes e nenhum voto contrário.
A partir de agora, a bancada feminina detém quatro assentos na Mesa – Iracema Vale (PBS) é a presidente e Fabiana Vilar (PL) 3ª vice-presidente.

A deputada estadual Ana do Gás (PCdoB) foi indicada oficialmente nessa segunda-feira (6) como líder do bloco governista Juntos pelo Maranhão, em sessão extraordinária na Assembleia Legislativa do Maranhão. Sempre aliada ao governador Carlos Brandão, a parlamentar mediou várias vezes a interlocução e articulação entre os colegas parlamentares e o Palácio dos Leões.
O bloco governista Juntos pelo Maranhão é o maior da 20ª Legislatura, tem na sua composição partidos da base do governo (PSB, PL, PP e Federação Brasil da Esperança) e conta com 25 deputados, entre eles a presidente Iracema Vale, as deputadas Abigail, Andreia Rezende, Daniella, Fabiana Vilar, e Solange Almeida, e os deputados Dr. Yglésio, Arnaldo Melo, Carlos Lula, Florêncio Neto, Francisco Nagib, Rafael Leitoa, Ariston Gonçalo, Antônio Pereira, Davi Brandão, Aluísio Santos, Cláudio Cunha, Júnior França, Rildo Amaral, Hemetério Weba, Othelino Neto, Ricardo Rios, Júlio Mendonça e Rodrigo Lago.
A deputada Ana do Gás informou que, como líder do colegiado, fará a indicação de membros do bloco para as comissões permanentes da Assembleia Legislativa. Despontando protagonismo dentro da Casa, além de contar com o amplo apoio dos colegas parlamentares, Ana do Gás destaca que é braço forte do governador Brandão, que conta com o bloco governista Juntos pelo Maranhão e a presidente Iracema Vale para a apreciação e aprovação de matérias do Executivo.