• Tribuna98
  • 30 de setembro de 2025

PF deflagra operação contra fraudes milionárias na saúde; cidades maranhenses são alvos

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (30) duas operações contra esquemas de corrupção e fraudes em contratos da saúde pública no Piauí, com cumprimento de mandados também no Maranhão, nas cidades de Imperatriz e Timon. As ações, batizadas de Omni e Difusão, são realizadas em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI).

No total, foram expedidos dois mandados de prisão temporária e 29 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 66 milhões de investigados e afastamento de servidores públicos. Os alvos incluem empresários e agentes públicos ligados a contratos de gestão hospitalar e fornecimento de serviços à Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) e à Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS). A sede da autarquia estadual recebeu a visita dos agentes.

De acordo com a PF, as investigações revelam indícios de superfaturamento, lavagem de dinheiro, conflito de interesses e falsidade ideológica. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal no Piauí, e as investigações seguem em sigilo.

 

  • Tribuna98
  • 2 de setembro de 2025

PF realiza operação em SP e MA contra grupo especializado em fraudes cibernéticas

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (02), a Operação Lauandi, destinada a desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes cibernéticas, falsificação de documentos, estelionato e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nas cidades paulistas de Sorocaba, Votorantim, Ibiúna, Paulínia, Marília e Peruíbe, além de Imperatriz/MA. As investigações apontam que o grupo obteve elevados ganhos ilícitos a partir de fraudes contra o Estado, empresas e particulares, além da comercialização de dados pessoais. Os valores eram pulverizados em contas de terceiros e movimentados por meio de empresas de fachada, com o apoio de um contador, em estratégia para dificultar a ação das autoridades.

A Operação Lauandi é um desdobramento da Operação Apateones, deflagrada em março de 2023 pela Polícia Federal em Campinas/SP, que investigava fraudes ao auxílio emergencial. Naquela ocasião, o chefe da organização criminosa e sua esposa foram presos em flagrante por organização criminosa e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Durante a ação desta terça-feira, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, telefones celulares, documentos, veículos, dinheiro em espécie, cartões bancários em nome de terceiros e materiais utilizados na falsificação de documentos. Também foram cumpridas ordens judiciais de sequestro de bens móveis e imóveis, bloqueio de contas bancárias e custódia de criptoativos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de falsificação de documentos, estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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  • 26 de agosto de 2025

PF desarticula esquema de fraudes em criptoativos de US$ 2,6 milhões com investigados no MA

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (26/8), a Operação Decrypted, com o objetivo de desmantelar uma associação criminosa responsável por fraudes eletrônicas em carteiras de criptoativos e lavagem de dinheiro transnacional.

A ação é fruto de cooperação entre a Polícia Federal e o escritório da El Dorado Task Force da Homeland Security Investigations (HSI), em Nova York (EUA), representado pelo Oficialato de Ligação da PF naquela unidade.

Foto Reprodução

As investigações tiveram início após informações repassadas pela agência norte-americana. Ao longo de um ano de apurações no Brasil, foi possível identificar pessoas vinculadas ao furto eletrônico de criptoativos no valor de aproximadamente US$ 2,6 milhões, subtraídos de carteiras mantidas em uma exchange sediada nos Estados Unidos.

Dados apontam a participação de indivíduos localizados no Brasil, especialmente no Maranhão. Também foi constatada movimentação financeira incompatível com a capacidade econômica dos principais investigados, que recebiam elevados valores de provedoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs), sem justificativa comercial ou negocial.

Estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens dos investigados, nas cidades de Imperatriz/MA, João Lisboa/MA, Palmas/TO e Goiânia/GO, autorizados pela Justiça Federal.

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  • 31 de julho de 2025

PF desarticula esquema de fraudes em benefícios previdenciários no MA

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 31, a Operação Falso BO, destinada a desarticular um esquema delituoso voltado à obtenção indevida de benefícios previdenciários, especialmente salário-maternidade, mediante a apresentação de boletins de ocorrência falsificados e outros documentos ideologicamente falsos.

A investigação teve início a partir de comunicação da Polícia Civil, relatando a existência de boletins de ocorrência que não possuíam registro no sistema oficial de ocorrências, mas que foram utilizados como fundamento para a concessão de benefícios junto ao INSS.

A PF apurou que os boletins de ocorrência seguiam formato padronizado, com datas, horários e textos idênticos, inclusive com registros atribuídos a servidores que não estavam de plantão nas datas indicadas. A operação contou ainda com o apoio do Núcleo Regional de Inteligência da Previdência Social no Estado do Maranhão, que apontou a existência de dezenas de requerimentos administrativos associados ao advogado investigado, com uso reiterado de documentos com distorções fraudulentas.

Estima-se um prejuízo em torno de R$ 139 mil aos cofres da Previdência Social, podendo esse valor ser significativamente ampliado à medida que outros requerimentos suspeitos forem auditados.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e no escritório profissional do principal investigado, com a presença de representante da OAB. Além disso, foi determinado o bloqueio de bens e valores do investigado até o limite de R$ 139 mil.

O investigado poderá responder, entre outros, pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público e uso de documento falso, com penas cominadas ultrapassando 17 anos de reclusão.

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  • 26 de junho de 2025

PF desarticula contrabando milionário de medicamentos importados de Dubai e Inglaterra no MA

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 26, a Operação No Pen No Gain, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso responsável pelo contrabando e comercialização ilegal de medicamentos importados da Inglaterra e de Dubai. A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia Federal em Imperatriz/MA e cumpriu mandados nas cidades de São Luís e Imperatriz.

Durante a operação, foram executadas seis medidas cautelares de busca e apreensão, além do bloqueio e sequestro de bens no valor estimado de R$ 3 milhões pertencentes aos investigados. As investigações apontam que os suspeitos atuavam na importação clandestina e distribuição de medicamentos sem registro ou controle da Anvisa, descumprindo as diretrizes da Resolução RDC nº 81.

Segundo a Polícia Federal, os produtos eram comercializados ilegalmente nos estados do Maranhão, Pará e Piauí, representando grave risco à saúde pública.

Os envolvidos poderão ser indiciados por crimes de contrabando, associação criminosa e adulteração de medicamentos, cujas penas combinadas podem ultrapassar 20 anos de prisão. As investigações seguem em andamento para identificar outros participantes e ramificações do esquema.

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  • 11 de junho de 2025

PF deflagra operação contra rede de falsificação de diplomas e exercício ilegal de profissões

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11/6), a Operação Código 451, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na falsificação e comercialização de diplomas de ensino superior. Esses documentos estariam sendo utilizados para a obtenção de registros em conselhos profissionais e para o exercício ilegal de atividades privativas de profissões regulamentadas.

Estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em outros 11 estados, inclusive na residência do principal suspeito de liderar o esquema, além de diversos beneficiários da fraude, que teriam adquirido diplomas falsificados com a finalidade de atuar profissionalmente em áreas como saúde, engenharia, direito, educação física, entre outras.

As investigações tiveram início após a identificação de um diploma falso apresentado para registro profissional. A partir da análise do documento, foi descoberto um site fraudulento, hospedado em uma plataforma pública, criado para simular um ambiente oficial de verificação de diplomas universitários.

O ambiente digital, construído com aparência legítima, continha diversos diplomas falsos em nome de terceiros. O material era oferecido à venda por meio de redes sociais e plataformas de mensagens, e os documentos abrangiam cursos de Direito, Psicologia, Engenharias, Biomedicina, Fisioterapia, Administração, Educação Física, entre outros. A PF já identificou ao menos 33 diplomas fraudulentos associados ao mesmo ambiente virtual.

A investigação apura a atuação de um grupo estruturado, com divisão de tarefas, envolvendo a produção, venda e uso de diplomas falsificados, havendo ainda indícios de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Pelo menos oito dos beneficiários já estariam com registros ativos em conselhos de classe, exercendo funções diretamente ligadas às áreas falsamente declaradas.

Os investigados poderão responder por falsificação de documento público, uso de documento falso, estelionato, exercício ilegal de profissão e receptação, entre outros delitos eventualmente apurados ao longo das investigações

A Polícia Federal também está comunicando os conselhos profissionais competentes, para que sejam adotadas as medidas administrativas e disciplinares cabíveis em relação aos registros obtidos por meio de documentação falsa. As informações são da PF.

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  • 15 de maio de 2025

Polícia Federal desmonta esquema de candidatura fictícia para desviar verbas do fundo eleitoral em São Luís


A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (14/5), a Operação Malversador, com o objetivo de desmantelar um esquema criminoso de candidaturas fictícias utilizadas para desviar recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A investigação teve início a partir de uma notícia-crime que apontava a atuação de uma organização criminosa em São Luís/MA, durante as eleições municipais de 2024. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão.

As apurações revelaram o uso de documentos ideologicamente falsos para viabilizar os desvios. Uma das candidatas a vereadora, identificada como “laranja”, recebeu R$ 300 mil do FEFC e obteve apenas 18 votos — o que representa um custo médio de R$ 16.666,67 por voto. A desproporcionalidade reforça a suspeita de que a candidatura teria sido simulada, com o único propósito de atender à cota de gênero e permitir o desvio de recursos públicos.

Para viabilizar a fraude, foram utilizadas empresas de fachada, contratos fictícios, notas fiscais superfaturadas e documentos inidôneos.

Em um dos documentos apreendidos, consta a aquisição fraudulenta de mais de 1 milhão de santinhos, 50 mil bottons e 300 adesivos perfurados para veículos, todos vinculados à candidata identificada como fictícia.

Pessoas físicas e jurídicas investigadas receberam mais de R$ 1 milhão de recursos provenientes de campanhas de candidatas beneficiárias do FEFC. Há também indícios de lavagem de dinheiro por meio da utilização de empresas “fantasma” com o intuito de ocultar o destino dos valores desviados.

A Justiça Eleitoral determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão e a suspensão do exercício de qualquer função partidária pelo principal investigado. Também foi autorizado o compartilhamento das provas com Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs), que podem levar à cassação de mandatos de vereadores eleitos em São Luís/MA.

Os crimes investigados incluem organização criminosa, falsidade ideológica eleitoral, uso de documento falso, peculato eleitoral e lavagem de dinheiro.

  

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  • 30 de abril de 2025

PF deflagra operação contra quadrilha que roubou carga dos Correios no MA

A Polícia Federal deflagrou nessa manhã (30) a Operação Carga Segura com a finalidade de investigar crimes de roubo a caminhão que transportava encomendas dos Correiose posterior venda de celulares que foram roubados da carga. O assalto a mão armada aconteceu na BR-316, entre as cidades de Caxias/MA e Codó/MA Timon/MA, e teve participação de pelo menos 5 suspeitos.

Foram cumpridos 4 mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina/PI e Caxias/MA e 1 mandado de prisão preventiva na cidade de Caxias/MA.

A investigação levou à identificação de membros do grupo criminoso que praticou o roubo e posteriormente venderam os celulares roubados para terceiros, dentre eles, lojistas que expuseram os aparelhos à venda nas cidades de Caxias/MA e Teresina/PI.

A operação contou com a participação policiais federais dos estados do Piauí e Maranhão e apura a prática dos crimes de associação criminosa armada, roubo mediante concurso de pessoas e com emprego de arma fogo peculato, e receptação qualificada.

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  • 29 de abril de 2025

PF cumpre mandado no Maranhão em operação contra tráfico internacional de drogas com uso de veleiros e barcos

Ferrari apreendida durante a Operação Narco Vela, deflagrada pela PF também no Maranhão

Santos-SP – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (29/4), a Operação Narco Vela para desarticular organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas, especialmente para o continente europeu e africano, com o uso de equipamentos satelitais e embarcações capazes de atravessar o oceano como barcos e veleiros.

Mais de 300 policiais federais e 50 policiais militares do estado de São Paulo dão cumprimento a quatro mandados de prisão preventiva, 31 mandados de prisão temporária e 62 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da 5ª Vara Federal de Santos, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Pará e Santa Catarina.

Além das prisões e buscas, a Justiça Federal também determinou o bloqueio e apreensão de bens até o valor de R$ 1,32 bilhão.

Apreensão da Ferrari e outros bens em poder dos suspeitos totalizou R$ 1,32 bilhão

A investigação iniciou-se a partir de uma comunicação do DEA de uma apreensão de 3 toneladas de cocaína em fevereiro de 2023, dentro um veleiro brasileiro, em alto mar próximo ao continente africano, com a abordagem feita pela Marinha Americana. Outros carregamentos também foram interceptados em águas internacionais pela Guarda Civil Espanhola e Marinha Francesa.

Os investigados poderão responder, conforme suas condutas, pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e integração de organização criminosa.

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  • 29 de abril de 2025

PF: 100% de aposentados em cidade do MA desconhecem descontos no INSS

O inquérito da Polícia Federal (PF) sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apontou que 100% dos beneficiários da cidade de Raposa, no interior do Maranhão, desconheciam os descontos indevidos em seus pagamentos.

De acordo com a PF, 35 aposentados e pensionistas foram indagados sobre as retenções feitas pelas seguintes associações: Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), AAPS, UNIVERSO, União Nacional de Auxílio aos Servidores Públicos (UNASPUB), Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (AMBEC), Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB), Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares do Brasil (CONAFER), Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (SINDNAPI) e Associação Brasileira de Servidores Públicos (ABSP).

Os cidadãos foram entrevistados entre 15 e 19 de abril de 2024.

Das entrevistas, a Controladoria-Geral da União (CGU), em atuação conjunta com a PF, concluiu que 100% dos entrevistados desconhecem a entidade que está descontando valores associados aos seus benefícios.

A mesma porcentagem absoluta também afirma não ter autorizado os descontos e “tampouco terem sido procurados para falar sobre oferta de alguma vantagem ou prestação de serviços”.

Entenda

Na última na última quarta-feira (23), uma operação conjunta entre a CGU e a PF mirou um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

No total, as entidades teriam cobrado de aposentados e pensionistas um valor estimado de R$ 6,3 bilhões, entre os anos de 2019 e 2024.

Dentre estes, o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, pediu demissão do cargo.

De acordo com o ministro da Controladoria-Geral da União, comprovou-se que, as entidades analisadas “não tinham nenhuma estrutura operacional para prestar os serviços que ofereciam”.

Qualquer desconto precisa ter autorização prévia do beneficiário para acontecer. Além disso, é preciso que a entidade formalize um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que permitem a realização dos descontos de mensalidades direto da folha de pagamentos.

Já o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, declarou nesta segunda-feira (28) que não pode ser “ser responsabilizado por erros de terceiros”. (CNN Brasil)