• Thiago Azevedo
  • 30 de agosto de 2022

Com propostas inovadoras, Simplício Araújo fala como pretende desenvolver o Maranhão


Depois de ser dias atrás nome de destaque no primeiro debate da TV Difusora com os candidatos ao governo do Maranhão, Simplício Araújo agora participou de “O Imparcial Entrevista” e teve a oportunidade de mostrar seus projetos para desenvolver o estado ,caso seja eleito para comandar o maior cargo do executivo.

Durante a conversa, Simplício Araújo revelou que pretende criar um banco digital para os maranhenses; instituir a lei que vai gerar emprego no Maranhão; pretende dar uma nova conotação aos IEMAS, criar institutos de inovação, emprego, produção e renda, e falou, ainda, sobre sua experiência como secretário de Indústria e Comércio do Maranhão, entre outros assuntos. Confira a entrevista na íntegra no canal do Youtube de O Imparcial .

O IMPARCIAL: A nossa pergunta básica inicial é por que o senhor pretende disputar o Governo do Estado?

SIMPLÍCIO: Eu trabalhei muito e por onde eu passei eu tenho muitos resultados. Minha vida pessoal como deputado, como secretário e vejo que o Maranhão tem hoje mais de um bilhão de pessoas dependentes do Bolsa Família, tem mais de um milhão de pessoas endividadas, mais da metade da população não faz as três refeições e um milhão de pessoas pelo menos passa fome no Maranhão, nós temos grandes potenciais desde a época do então governador José Sarney isso tem sido cantado, tem sido estudado e até hoje ninguém colocou isso para realmente funcionar.

E aí Borges, qual é o meu diagnóstico, qual é a minha visão sobre isso? A minha visão é que a classe política falhou a maior parte da classe política falhou, nós hoje estamos avançando muito fortemente no Maranhão. O Maranhão cresce, o Maranhão se desenvolve, o Maranhão tem oportunidades, mas boa parte dessa classe está com o pé em cima do crescimento e do desenvolvimento do nosso estado.

O IMPARCIAL: O que o senhor acha que fracassou do governo do qual o senhor participou e o quê, de positivo, o senhor pretende tirar dessa positividade pra sua campanha de governador?

SIMPLÍCIO: Olha, eu não tenho como julgar um governo que viveu a pior crise econômica e uma crise sanitária como o governo Flávio Dino viveu, mas eu destaco por exemplo a nota de crédito, a nota de crédito do Maranhão jamais a gente passaria por esses momentos com outro governador e traria o Maranhão até esse momento com essa nota de crédito, com esses indicadores como, por exemplo, o menor número de mortes na pandemia num estado mais pobre, uma série de outros números que a gente tem que tocar pra frente.

Agora Borges, eu não vou repetir, continuar, até porque o Maranhão como a casa da gente pede mais a cada dia. Por exemplo, no programa Restaurante Popular eu não vou continuar, por quê? Porque eu quero fazer um banco digital aqui no Maranhão, esse banco digital vai emitir um cartão e eu vou fazer esse cartão chegar com assertividade a quem precisa. Hoje tão distribuindo cesta básica, hoje tão distribuindo peixe, será que essa cesta básica e esse peixe tá chegando a quem precisa lá na ponta, então, se eu tiver um cartão para realmente levar o cadastro a quem tem cadastro único, ou seja, pra quem é dependente dos programas sociais, pra quem realmente é pobre, eu vou evitar que essas cestas que esse peixe seja usado politicamente. Com esse cartão eu vou dar mobilidade ao maranhense, ele vai poder comer em qualquer lugar e vai levar essa renda que é lá daquele restaurante apenas, para outros restaurantes e fazer com que as pessoas possam ter uma renda extra também fora do programa.

O IMPARCIAL: O senhor participou da Secretária de Estado de Indústria, Comércio e Energia. Como esse potencial imenso que o Maranhão tem nesse segmento que o senhor participou como secretário, pode ser colocado no plano de governo ou de que forma o senhor pretende fazer isso?

SIMPLÍCIO: Borges, se nós não tivermos um plano aqui no Maranhão, nós vamos chegar em 2026, em 2030, em 2034 com essa mesma “lengalenga”. Tem senador aqui no Maranhão criado dentro da política, os dentes estão lá em cima do palácio e o senador passa oito anos em Brasília, volta pra cá e vem dizer, vem com essa “lengalenga” de que o Maranhão é pobre. Então o que que nós precisamos? Nós precisamos entender que a política tem que ter uma meta. No Ceará, por exemplo, os indicadores da educação estavam baixos e se atrelou o repasse do ICMS a metas educacionais, isso melhorou o INDEB lá do estado.

Aqui o que nós precisamos? Nós temos 217 prefeitos que movimentam mais de onze bilhões por ano. E um governo do estado que movimenta vinte, mas a iniciativa privada movimenta mais de cinquenta bilhões. Então, no mínimo eu tenho que ter essas prefeituras e o governo do estado com um rumo a seguir, não adianta 217 prefeitos irem para um lado e o governador ir pro outro porque a gente não vai a lugar nenhum, então, se nós tivermos aprovação ao nosso plano do povo do Maranhão, eu tenho certeza que essa aprovação será a líder necessária que nós precisamos pra inaugurar um novo momento no Maranhão.

Parar com essa história de Prefeito que nem assume o mandato, o mandato começa em janeiro, mas em dezembro ele já tem o melhor carro da cidade, já tem a melhor casa, passa quatro, oito anos, tem gente que tá com oitenta anos mandando em municípios no Maranhão e esses municípios não melhoram os indicadores e aí a culpa é do Governador, então nós precisamos dar um “para pra arrumar” e precisamos compreender.

 

 

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