
O deputado Dr. Yglésio (PRTB) afirmou que o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, não sairá do cargo para disputar o governo do Maranhão em 2026.
“Braide não é candidato. Braide será candidato, acho, que em 2030”, afirmou.
Dr. Yglésio fez uma análise do atual cenário vivido pelo prefeito, em conversa com o jornalista Marcelo Vieira, no podcast Nublogpod, observando que o gestor deve sair com boa avaliação por ter bastante recurso financeiro nos cofres públicos.
“Está há muito tempo com caixa cheio. Desde que começou, ainda no governo Bolsonaro, os recursos para São Luís aumentaram muito. Ele aumentou muito a arrecadação de impostos, subiu IPTU, taxas, aumentou a arrecadação com multas. A cidade nunca teve um caixa tão cheio”, ressaltou.

A inauguração do 204º Restaurante Popular mostrou a força da parceria do Governo do Estado com a Prefeitura de Buriti, que está possibilitando a execução de uma série de obras e serviços estaduais no município. Em agenda de trabalho com o prefeito André Gaúcho, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, também fez a entrega de óculos do programa Cuidar dos Olhos e de cartões do programa Tempo de Semear para 54 agricultores da região.
“Hoje entregamos mais um restaurante popular da maior rede de segurança alimentar do Brasil, no mesmo dia em que finalizamos a inclusão de 95 mil famílias no programa Maranhão Livre da Fome. Estamos trabalhando por todos os municípios e com orgulho de fazer parte de um governo que vai entrar para história por acabar com a fome em nosso estado”, destacou Orleans Brandão.

Ao citar outros investimentos estaduais que estão em andamento ou que serão iniciados em Buriti – como o Viva Procon, a Estação Tech, o Colégio Militar e o calçamento de ruas com bloquetes por meio do programa Rua Nova -, o secretário de Assuntos Municipalistas ressaltou que muitas dessas obras só acontecem existe a parceria entre o governo estadual e os municípios. “Agradecemos ao prefeito por nos ajudar a trazer tantos benefícios para a população de Buriti. Quando a gente une as mãos quem ganha é o povo”, afirmou.
O prefeito André Gaúcho listou todas as obras já entregues, as que estão em andamento e as que foram autorizadas para agradecer ao Governo do Estado por receber os projetos do município e torna-los realidade. “A resposta a todo esse trabalho é o carinho dessas pessoas, que reconhecem todos os benefícios que estão recebendo”, finalizou.

A CPMI do INSS, da qual o deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA) é vice-presidente, já se consolida como a comissão mais efetiva dos últimos 20 anos no Congresso Nacional. Com grande volume de requerimentos, encaminhamentos firmes, quebras de sigilo, pedidos de prisão e articulação junto às autoridades policiais, a comissão garantiu que os principais articuladores do esquema de fraudes contra aposentados e idosos brasileiros tivessem suas prisões decretadas na Operação Sem Desconto.
Para Duarte Jr, o resultado é fruto de um trabalho firme e incansável. “Nós estamos encontrando e responsabilizando todos aqueles que roubaram aposentados, idosos, pessoas com deficiência e pescadores do Maranhão e de todo o país. Esse é o maior esquema de fraude previdenciária dos últimos anos e a CPMI não está recuando. Vamos até o fim para garantir justiça”, afirma.
O parlamentar maranhense foi autor de diversos requerimentos decisivos para a investigação, incluindo convocações, quebras de sigilo bancário e fiscal, pedidos de cooperação policial e diligências que possibilitaram localizar envolvidos que tentavam esconder o patrimônio obtido com o golpe.
Com mais de 20 prisões decretadas ou em andamento pela Polícia Federal, a CPMI do INSS avança para garantir que o prejuízo causado aos aposentados seja reparado e que os responsáveis sejam punidos com rigor.
Estão entre os presos:
• Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, lobista;
• Maurício Camisotti, empresário;
• Ahmed Mohamad Oliveira, ex-ministro da Previdência Social;
• Alessandro Stefanuto, ex-presidente do INSS;
• André Paulo Félix Fidelis, ex-diretor de Benefícios do INSS;
• Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS;
• Thaisa Hoffmann, empresária e esposa de Virgílio;
• Tiago Abrahão Ferreira Lopes, diretor da Conafer;
• Cícero Marcelino de Souza Santos, empresário ligado à Conafer;
• Samuel Chirsostomo, contador da Conafer;
• Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT);
Além desses, a comissão já identificou envolvidos que devem ser presos a qualquer momento, entre eles:
• Nelson Willians, advogado de Camisotti;
• Edson Araújo, deputado estadual e vice-presidente da CBPA;
• Golden Boys, grupo de jovens empresários atuantes no esquema.
Também foi destacado pela CPMI o status de foragido de Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer, já alvo de determinação judicial.

Do Blog do Gláucio Ericeira
O ministro Luiz Fux votou, nesta terça-feira, 18, pela constitucionalidade da reeleição da deputada estadual Iracema Vale (PSB) para a presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão, referente ao biênio em curso.
O voto depositado no plenário virtual da Corte seguiu parecer da ministra Cármen Lúcia, relatora de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) impetrada pelo partido Solidariedade que visa alterar o resultado do pleito interno realizado no dia 13 de novembro do ano passado.
O magistrado, em junho, havia pedido destaque do processo, o que faria com que o julgamento fosse levado para o plenário físico.
No entanto, Fux cancelou o pedido no dia 30 de outubro e o julgamento da Ação foi retomado na sexta-feira, 14.
Neste dia, vale destacar, Cármen Lúcia indeferiu pedido do PCdoB, na condição de amicus curiae, que objetivava atrasar a apreciação da ADI utilizando como justificativa uma briga paroquial entre dois parlamentares ocorrida recentemente.
Com o posicionamento de Fux, Iracema, neste momento, já conta com nove votos pela constitucionalidade da sua reeleição – André Mendonça, Nunes Marques, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin; além da ministra relatora – contra nenhum dado ao deputado estadual Othelino Neto (PSB), derrotado por ela.
Ainda é aguardado o voto do ministro Edson Fachin, atual presidente do Supremo.
O ministro Luiz Fux votou, nesta terça-feira (18), pela constitucionalidade da reeleição da deputada Iracema Vale (PSB) para a presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão. O voto, lançado no plenário virtual, reforça o parecer da relatora, ministra Cármen Lúcia, na ADI movida pelo Solidariedade para tentar anular a eleição interna realizada em novembro de 2023.
Fux havia pedido destaque em junho, o que levaria o caso ao plenário físico, mas recuou em 30 de outubro, permitindo o retorno do julgamento. Na última sexta-feira (14), Cármen Lúcia rejeitou um pedido do PCdoB — como amicus curiae — que buscava atrasar o processo usando como justificativa um conflito recente entre dois deputados.
Com o voto de Fux, Iracema Vale já registra nove votos favoráveis no STF. Apoiaram sua permanência André Mendonça, Nunes Marques, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e a própria relatora. Nenhuma manifestação até agora foi em favor do deputado Othelino Neto (PSB).
Resta apenas o voto do presidente do STF, ministro Edson Fachin, para concluir o julgamento — que, pelo placar atual, já consolida politicamente a reeleição de Iracema Vale.

Pesquisa do Instituto Econométrica aponta liderança do pré-candidato Orleans Brandão (MDB) na disputa para o governo do Maranhão. Em cenário estimulado, com a participação de todos os possíveis candidatos em 2026, o secretário de Assuntos Municipalista soma 33%.
De acordo com os dados, na sequência aparece o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), com 29,2%; o ex-prefeito Lahésio Bonfim (Novo) com 18,2%; e o vice-governador, Felipe Camarão (PT), com 7,3%.
No cenário de disputa sem Eduardo Braide, Orleans soma 38,3%, Lahésio tem 25,3%, e Camarão aparece com 14%.
A pesquisa questionou, também, sobre a expectativa de vitória do eleitor na eleição independente do voto dele. Neste cenário, 34,1% dos entrevistados afirmaram acreditar que o próximo governador do Maranhão será Orleans Brandão. Na sequência, 28,8% disseram que será Eduardo Braide; 11,5% apontaram Lahésio Bonfim e 5,1% citaram Felipe Camarão.
Já no cenário de rejeição do eleitor maranhense, Lahésio Bonfim tem o maior percentual e aparece com 23,6%. Em seguida, vem Felipe Camarão, com 22,6% de rejeição. Só depois vem Orleans, com 18,2%; seguido de Braide com 9,4%.
O levantamento da Econométrica, encomendado pelo Imirante, ouviu 1.283 eleitores nos dias 13 a 16 de novembro. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%.

No Palácio dos Leões, o governador Carlos Brandão recebeu o prefeito de Codó, Chiquinho FC, em um encontro marcante para fortalecer a parceria entre o Estado e o município. O diálogo girou em torno de três pilares estratégicos: saúde, segurança e pavimentação.
Na área da saúde, a parceria visa ampliar o acesso a serviços e estruturar melhor a rede local para atender a população codoense de forma consistente. Já no campo da segurança, o acordo inclui o apoio do governo estadual para reforçar a Guarda Municipal e promover a proteção dos cidadãos. Quanto à pavimentação, o compromisso se traduz em investimentos em infraestrutura para as vias de Codó, melhorando a mobilidade urbana e a qualidade de vida.
Esse encontro simboliza o compromisso institucional de Brandão com o municipalismo, buscando soluções conjuntas e fortalecendo a cooperação para resultados concretos para a cidade de Codó.

Durante a COP30, o governador defendeu a exploração na região como forma de garantir recursos para obras estruturantes
Por André Martins/ Da Revista Exame
O governo do Maranhão planeja criar uma faculdade de petróleo e gás para formar profissionais para atuar nas empresas que devem atuar na região caso a exploração na Margem Equatorial avance.
“Vamos iniciar uma faculdade de petróleo e gás. Daqui a cinco anos, teremos jovens preparados para entrar no mercado de trabalho. Senão, vamos ter que buscar pessoas em São Paulo”, diz Carlos Brandão, o governador do estado, em entrevista exclusiva à EXAME durante sua participação na COP30.
Brandão afirma que o seu governo estruturará cursos técnico-profissionalizantes na área para atender à demanda futura.
“Vamos nos preparar esses cinco anos para que, quando a exploração acontecer, tenhamos pessoas qualificadas e preparadas para o futuro”, diz.
No último dia 21 de outubro, o Ibama concedeu a licença para perfuração de um polo exploratório no bloco FZA-M-059, localizado em águas profundas do Amapá, a 500 km da foz do rio Amazonas e a 175 km da costa.
Esse é apenas o primeiro passo para confirmar o potencial da área para uma futura produção de petróleo. A previsão é de que todo o processo de perfuração exploratória e o início da produção levem entre 7 e 10 anos.
O discurso do governador segue a linha de outros chefes do executivo da região da Amazônia Legal e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na defesa da exploração na região.
Brandão afirma que o Maranhão tem duas das cinco bacias da região, a Grão-Pará e a de Barreirinhas. Com isso, a expectativa é de produção de 60 bilhões de barris de petróleo.
O chefe do Executivo disse que ainda não há estimativas de qual valor de royalties o estado receberá, mas que será importante para o desenvolvimento da região.
“Não tenho dúvidas de que quando o governo começar a receber os royalties teremos muito mais recursos para realizar as obras estruturantes de que o estado precisa”, afirma.
Brandão cita ainda que há um mês o estado recebeu um navio de uma empresa da Noruega para realizar uma análise sísmica. Já são 16 blocos onde foram feitos estudos, que estarão disponíveis para leilão.
“Entendemos que é um projeto para cerca de seis a sete anos — entre a sísmica, o leilão e os testes. Então, não é uma coisa para o meu governo, mas eu tenho que deixar estruturado para o próximo”, diz.
Recursos para o Ibama
O governador diz que existe uma articulação entre os governadores da região para que parte dos recursos da exploração sejam direcionados para o Ibama para cuidar da preservação.
“Isso não acontece no pré-sal do Sudeste — Espírito Santo, Rio de Janeiro, um pouco São Paulo —, mas sugerimos isso para a Margem Equatorial”, afirma.
Brandão disse que o assunto foi levado para a presidência da Petrobras, que avaliará a demanda.
Pautas na COP
Entre as pautas que apresentou na COP30, Brandão destaca a regularização fundiária, com mais de 8,5 mil títulos de terra distribuídos, com atendimento de 22 mil famílias.
Brandão destaca ainda que o Maranhão conseguiu R$ 45 milhões com o governo da Alemanha para um projeto contra queimadas.
“Conseguimos aprovar e estruturar um projeto para reestruturar 49 unidades do Corpo de Bombeiros e construir mais sete. Conseguimos R$ 45 milhões junto ao governo da Alemanha”, afirma.
LEGENDA/ FOTO: Carlos Brandão: Na Cop30, o governador valorizou a agenda verde do estado (Leandro Fonseca/Exame)

O Supremo Tribunal Federal decidiu rejeitar o pedido apresentado pelo PCdoB para incluir, na Ação Direta de Inconstitucionalidade 7.756, informações relativas à denúncia de que o deputado Júnior Cascaria teria filmado o próprio voto durante a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão. A decisão foi assinada pela ministra Cármen Lúcia em 14 de novembro de 2024 e manteve o escopo da ação restrito ao debate sobre o critério de desempate na escolha da presidência da Casa.
O PCdoB, que atua como amicus curiae no processo, havia solicitado que o STF requisitasse vídeos, documentos e apurações internas sobre o episódio ocorrido em 12 de novembro, quando o deputado Fred Maia acusou Cascaria de registrar o voto em um pleito marcado por empate de 21 a 21. A legenda argumentava que a suposta gravação poderia comprometer a lisura do processo e influenciar a discussão sobre a regra que determina a vitória do candidato mais velho no segundo escrutínio.
A ADI foi proposta pelo Solidariedade e contesta o inciso IV do artigo 8º do Regimento Interno da Assembleia, incluído pela Resolução 1.300 de 2024, que definiu a idade como critério de desempate. Para o partido, a norma fere princípios constitucionais como impessoalidade, isonomia e moralidade, além de ter sido aprovada poucos dias antes da eleição, o que, segundo a legenda, caracterizaria casuísmo.
Na decisão, Cármen Lúcia afirmou que as alegações apresentadas pelo PCdoB não têm relação direta com o objeto da ação. A ministra destacou que a ADI analisa apenas a constitucionalidade da norma regimental, sem espaço para ampliar o processo a condutas de parlamentares ou apurações sobre fatos específicos. Ela também lembrou que ações diretas não admitem produção de prova, o que inviabiliza pedidos de diligências ou obtenção de documentos.
O julgamento da ADI segue no plenário virtual do STF, onde já há maioria pela manutenção da regra aprovada pela Assembleia Legislativa do Maranhão. Votaram pela improcedência do pedido os ministros Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Com a decisão, o Supremo mantém o foco exclusivo na análise da constitucionalidade do critério de desempate adotado pela Assembleia e descarta qualquer investigação sobre a suposta filmagem do voto, que deverá ser tratada internamente pela própria Casa. A expectativa é que o julgamento seja concluído ainda nesse mês de novembro.