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  • 19 de agosto de 2025

Deputada Daniella nega irregularidades após ação da PF em seu gabinete

A deputada estadual Daniella confirmou, por meio de nota oficial divulgada nesta terça-feira (19), que a Polícia Federal realizou operação em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Maranhão.

No comunicado, a parlamentar afirmou que não há qualquer indício de irregularidade em sua atuação e destacou que confia plenamente no trabalho das instituições. Ela também informou que sua jurídica acompanha o caso de perto e está à disposição para eventuais esclarecimentos.

Daniella declarou ainda que segue com a consciência tranquila e reafirmo

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  • 19 de agosto de 2025

Justiça Federal condena ex-prefeito do MA e empresa por desvio de R$ 573 mil

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação do ex-prefeito de Santa Luzia (MA) Márcio Leandro Antezana Rodrigues, da empresa Consulplan Consultoria e Planejamento e do sócio-proprietário por ato de improbidade administrativa.

O caso, que envolveu um contrato milionário para obras de habitação e infraestrutura, resultou em uma sentença na Justiça Federal que obriga o ressarcimento de R$ 573 mil (valor atualizado e acrescido de juros) aos cofres públicos pelos danos causados.

A ação ajuizada pelo MPF tinha como objetivo principal a responsabilização de agentes públicos e privados por danos causados ao patrimônio público e pela liberação indevida de verbas. Segundo o documento, em 2007, o município de Santa Luzia firmou um Contrato de Repasse com o Ministério das Cidades, por meio da Caixa Econômica Federal.

O valor total era de R$ 3,6 milhões, destinados à construção de moradias, infraestrutura urbana e regularização de terrenos no povoado Esperantina. A empresa Consulplan foi contratada para executar esses serviços em 2008, no entanto, apenas 28,99% (60 unidades habitacionais) apresentavam funcionalidade, de acordo com a Supervisão Técnica da Caixa.

Segundo a sentença, os repasses federais começaram a ser feitos nas gestões seguintes. No entanto, a investigação do MPF revelou uma série de problemas. A empresa abandonou as obras e, em auditorias da Caixa, foram identificados pagamentos feitos por serviços incompletos. Um exemplo flagrante foi o pagamento de R$ 225 mil por um reservatório de água que não foi construído.

O Tribunal de Contas da União (TCU) também julgou as contas dos envolvidos como irregulares. O valor total do dano ao erário (prejuízo aos cofres públicos) foi calculado em R$ 372,4 mil – atualizado até 2016 alcança R$ 573 mil.

Penas – De acordo com a decisão, o ex-prefeito agiu com dolo específico (intenção) ao liberar verbas públicas sem seguir as normas e ao não fiscalizar adequadamente. A conduta causou prejuízo e favoreceu a empresa Consulplan. Dessa forma, ele foi condenado à suspensão dos direitos políticos por 8 anos e à proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais por 5 anos. Além disso, dever pagar multa civil de R$ 100 mil e ressarcir em 50% o dano aos cofres públicos, ou seja, R$ 286,5 mil.

A empresa Consulplan e o sócio-proprietário também foram condenados a pagar multa civil de R$ 100 mil, a ressarcir 50% do dano erário – dividido igualmente com o ex-prefeito –, além da proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais por 5 anos.

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  • 19 de agosto de 2025

Orleans tira a diferença e empata com Braide, atesta Econométrica

Pesquisa da Econométrica, divulgada pela TV Mirante e pelo Portal Imirante, mostra que não há mais diferença entre os dois primeiros colocados na corrida pelo Palácio dos Leões 2026.

Eduardo Braide (PSD), prefeito de São Luís, que em consultas anteriores do mesmo instituto chegou a ter 3 vezes mais intenções de voto do que Orleans Brandão (MDB), secretário de Estado de Assuntos Municipalistas, viu essa diferença derreter: hoje os dois estão tecnicamente empatados. O prefeito ludovicense em declínio e o secretário do municipalismo estadual em ascensão.

Hoje, de Braide para Orleans, 1,7% de diferença. A amostra admite oscilação de até 2,7 pontos percentuais, o que significa dizer que, na prática, não se pode afirmar com precisão qual dos dois está na dianteira. O dado mais significativo é que, da primeira rodada (dezembro de 2024) e a mais recente (agosto de 2025), enquanto Braíde oscilou de 30,4% para 31,3%, Orleans escalou de 11,9% para 29,6%, saindo do último dentre os 4 postulantes para empate técnico em primeiro.

No mesmo período, Lahésio Bonfim (Novo) oscilou para baixo, de 21,8% para 19,2%, enquanto Felipe Camarão (PT), que tinha 15,6%, despencou para 10,7%.

A Econométrica ouviu 1.305 pessoas em todo o Maranhão, entre 11 e 15 deste mês.

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  • 19 de agosto de 2025

Ação da PF no MA apreendeu carros, jóias, R$ 54 mil em espécie e um cheque de R$ 300 mil

A ação deflagrada nesta terça-feira, 19, pela Polícia Federal no Maranhão cumpriu 45 mandados de busca e apreensão contra investigados suspeitos de desvio de mais de R$ 50 milhões de recursos do FUNDEB.

Os mandados foram cumpridos em face de pessoas físicas e jurídicas e servidores públicos. Além de Caxias, os alvos foram alcançados nas cidades de São Luís, São José do Ribamar, Buriti Bravo, Presidente Dutra, Joselândia, no Maranhão, e em Teresina, no Piauí.

A ação faz parte da Operação LEI DO RETORNO, que visa o desmantelamento de organização criminosa responsável por desviar recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), entre os anos de 2021 e 2025, através de procedimentos fraudulentos em licitações municipais.

Durante as investigações a Polícia Federal identificou que parte dos valores contratados com recursos do FUNDEB eram retornados/devolvidos para os servidores públicos envolvidos nas fraudes. O núcleo investigado atuou na manipulação de procedimentos licitatórios, desvio de recursos públicos provenientes do FUNDEB e apropriação de parte dos valores desviados pelos servidores públicos envolvidos no esquema criminoso.

Os crimes apurados incluem, dentre outros, a formação de organização criminosa, Corrupção ativa e/ou passiva, Peculato, Fraudes em licitações e Lavagem de dinheiro, cujas penas, se somadas, podem chegar até 52 anos de prisão.

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  • 19 de agosto de 2025

Polícia Federal realiza operação em Caxias

A Polícia Federal amanheceu nesta terça-feira, 19, cumprindo mandados na cidade de Caxias.

Segundo as primeiras informações, um dos alvos seria o ex-prefeito Fábio Gentil.

Os federais cumpriram mandados em pelo menos um endereço ligado a ele.

A apuração teria relação com possíveis desvios na área de educação – os contratos investigados seriam para compra de livros didáticos.

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  • 18 de agosto de 2025

Brandão tem 60,67% de aprovação no Maranhão e Lula mantém avaliação positiva

Uma recente pesquisa da Exata, encomendada pelo Marrapá, revelou que o governador do Maranhão, Carlos Brandão, segue com forte aprovação entre os maranhenses, consolidando seu apoio à frente do Estado. Segundo o levantamento, Brandão conta com um índice de aprovação robusto, refletindo a confiança da população em sua gestão.

A pesquisa estimulada indica que 60,67% dos entrevistados aprovam a gestão de Carlos Brandão, contra 32,08% que disseram desaprovar. Já 7,25% não souberam ou não responderam.

Já 62,33% dos entrevistados disseram aprovar a administração do presidente Lula, enquanto 34,33% afirmaram não aprovam.

O levantamento ouviu 1.200 pessoas, em 39 municípios do Maranhão. O levantamento tem margem de erro de 3,28% e nível de confiança de 95%.

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  • 18 de agosto de 2025

Cenário Político e Jurídico do Maranhão já é notícia nacional

A atuação do ministro do STF Flávio Dino em processos que mexem diretamente com a política do Maranhão vem chamando atenção de veículos de todo o país. Uma reportagem do Estadão, publicada nesta segunda-feira (18), já virou pauta em diversos outros meios de comunicação.

O episódio envolve a decisão do ministro do STF Flávio Dino contra a indicação do advogado Flávio Costa ao TCE-MA revela um conflito que mistura política e justiça no Maranhão. A medida tomada em fevereiro funciona como um catalisador de disputas locais, mobilizando aliados históricos de Dino, adversários políticos de Brandão e até membros da família Sarney, mostrando que o impacto extrapola o âmbito estadual.

Do ponto de vista político, a situação evidencia o rompimento definitivo entre Dino e Brandão.

Juridicamente, a situação é complexa. Dino atua como relator das ações que questionam a indicação de Brandão, incluindo aspectos sobre a eleição da presidência da Assembleia e possíveis irregularidades na gestão familiar do governador. Ao mesmo tempo, seu gabinete argumenta que não há impedimento legal ou conflito de interesse, que os processos foram distribuídos por sorteio e analisados tecnicamente. No entanto, críticos apontam que laços políticos e antigos vínculos pessoais podem gerar percepção de parcialidade.

Veja os links das matérias que repercutiram sobre a “teia” do ministro do STF, Flávio Dino, no cenário político do Maranhão:

  1. UOL Notícias

  2. Terra

  3. O Liberal

  4. Portal do Zacarias

  5. ISTOÉ

  6. ISTOÉ Dinheiro

  7. Folha de Pernambuco

  8. BOL UOL

  9. TV Betim

Veja a íntegra da matéria: 

Uma decisão de fevereiro contra uma medida do governador Carlos Brandão (PSB), hoje rival de seu grupo, serviu como catalisador na briga pelo poder local, que mobiliza contra os dinistas até um membro da família Sarney que tenta recuperar prestígio.

O ministro é o relator do caso que trata de uma indicação do governador ao Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA) e deu um voto no processo que discute a eleição da presidência da Assembleia Legislativa, na qual um dos protagonistas é um de seus principais aliados.

Em nota, o gabinete do ministro Flávio Dino afirmou que nenhuma das hipóteses legais para impedimento de magistrado se aplicam ao caso, que os processos foram distribuídos para ele por sorteio e que todas as ações são conduzidas exclusivamente com critérios técnicos (leia mais abaixo). Brandão não quis comentar.

A disputa no Maranhão está concentrada em torno do grupo de Brandão e do grupo dos aliados do ministro, representados principalmente pelo deputado estadual Othelino Neto (ex-PCdoB, hoje no Solidariedade), presidente da Assembleia Legislativa nos dois governos Dino e marido da senadora Ana Paula Lobato (ex-PDT, hoje PSB).

Suplente de Dino no Senado, Lobato ganhou a vaga depois que ele virou ministro da Justiça do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da condição em que foi alçada ao cargo e de uma atuação discreta na Casa, ela acaba de virar a presidente do PSB no Maranhão, em um movimento que tirou o partido de Carlos Brandão.

Dino e Brandão romperam, após dois mandatos como governador e vice. A briga ganhou escala quando o atual governador indicou para o TCE-MA seu amigo e advogado pessoal, Flávio Costa. A preferência dos dinistas era por Carlos Lula (PSB), deputado estadual e secretário de Saúde no governo Flávio Dino, mas Brandão quis emplacar outra pessoa de sua confiança — um sobrinho, Daniel Brandão, o atual conselheiro presidente do tribunal.

A vaga pleiteada para Costa foi aberta com a aposentadoria antecipada em dez meses do conselheiro Washington Oliveira, em fevereiro. No mês seguinte, ele foi anunciado por Brandão como secretário de Estado da Representação Institucional no Distrito Federal.

O governador já tinha tentado transformar o amigo Flávio Costa em desembargador do Tribunal de Justiça do Estado. Os membros da Corte estadual, entretanto, rejeitaram a indicação dele por falta de comprovação de experiência mínima na advocacia.

O questionamento sobre a escolha de Brandão para o TCE-MA foi levada ao STF pelo Solidariedade, entregue no Maranhão para Flávia Alves, irmã do deputado Othelino Neto. A ação foi protocolada em 28 de fevereiro de 2024, seis dias após a posse de Dino, e a relatoria caiu, por sorteio, justamente para o magistrado maranhense. No dia seguinte, a Procuradoria-Geral da República moveu ação semelhante. O partido apresentou nova ação em fevereiro deste ano. Todas tramitam sob cuidados de Dino.

O argumento apresentado pelo partido político é o de que a indicação do conselheiro não poderia ter se dado em votação secreta. Dino não se declarou impedido e deu a decisão que resultou no travamento da indicação de Flávio Costa.

O episódio foi tratado por adversários como uma ajuda direta do ministro a seu grupo político. Governistas afirmam que a Assembleia Legislativa, dona da prerrogativa formal de encaminhar a indicação, adotou o mesmo expediente de quando Dino era governador. O conselheiro Marcelo Tavares foi chefe da Casa Civil do agora ministro e, em 2021, ganhou um assento no TCE-MA.

O processo no STF teve um efeito cascata na briga política. No mês passado, a Assembleia comunicou ao Supremo que promoveu mudanças em seu regimento e que continuar travando a escolha do conselheiro perpetua uma “situação de anormalidade no funcionamento” do TCE-MA, “sem qualquer respaldo jurídico”.

“Tanto a Advocacia-Geral da União (AGU) quanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) afastaram a existência de qualquer inconstitucionalidade remanescente, sinalizando, com inequívoca coerência institucional, que o litígio se tornou juridicamente inócuo”, alegou o Legislativo.

Além disso, o Solidariedade mudou de ideia sobre a ação. O recuo ocorreu após mudanças no organograma nacional da legenda que repercutiu nos Estados. O controle do partido no Maranhão passou da irmã de Othelino para o deputado federal Marreca Filho, filho de Junior Filho, atual secretário do governo Brandão.

Há duas semanas, Flávio Dino deu nova decisão. Determinou que a Polícia Federal investigue o caso e mencionou um suposto “esquema de compra de vagas”. Na prática, a decisão de Flávio Dino colocou a PF no rastro dos negócios da família de Carlos Brandão.

A denúncia que motivou a medida levanta suspeitas sobre o uso de holdings familiares do governador e dos irmãos para a ocultação de suposto enriquecimento ilícito. É por meio dessas firmas que eles controlam a Colinas Agropecuária, Indústria e Comércio (Coagri), uma empresa que produz soja e arroz em Mirador e Colinas, cidades no interior do Estado. Flávio Costa faria parte da coordenação dos empreendimentos, de acordo com o documento.

“A família Brandão, aliás, constituiu em 2023 pelo menos três holdings de instituições não-financeiras, com o alegado intuito de blindagem patrimonial, mas que também pode estar servindo para a lavagem de capitais e ocultação de bens adquiridos com recursos desviados dos cofres públicos federal, estadual do governo do Maranhão e municipal da Prefeitura de Colinas”, diz trecho da denúncia considerada pelo ministro.

Conforme revelou o Estadão, o governo do Maranhão vai investir R$ 280 milhões em uma estrada que às margens de lotes em que a Coagri produz soja em Mirador. O investimento, viabilizado mediante empréstimo junto ao Banco do Brasil, ocorre logo após a expansão de lotes dos Brandão no local e benfeitorias privadas dentro das fazendas.

Com os revezes do governador na tentativa de emplacar o amigo no TCE-MA, os dois maiores interessados em travar a indicação levaram o tema ao plenário da Assembleia.

“Alguém há de ter achado que as ADIs [ações diretas de inconstitucionalidade] perderam o efeito por conta da manifestação do Solidariedade. Isso não aconteceu. Depois de protocolada e recebida, não pode mais ser encerrada”, afirmou Othelino.

“Sempre tenho dito que o governador é pessimamente assessorado, sobretudo do ponto de vista jurídico. Não sei se venderam gato por lebre para ele. Ter o controle político do partido (Solidariedade) não vai ter consequência nenhuma em termos práticos para a ADI”, emendou Carlos Lula.

Com os desdobramentos da novela, outro antigo aliado de Flávio Dino entrou em campo para manter a pressão contra o governador. O PCdoB, presidido no Maranhão pelo deputado federal Márcio Jerry, apresentou ao STF, em 9 de julho, um endosso ao processo.

Jerry foi secretário do governo Flávio Dino. Além disso, a esposa do ministro está nomeada no gabinete do deputado. E quando Dino era governador tinha como chefe de gabinete a mulher do deputado Márcio Jerry.

Procurado, o parlamentar lembrou que a ADI partiu do Solidariedade e informou que Daniela Lima, mulher de Dino, trabalha em seu gabinete desde junho de 2022.

A iniciativa do PCdoB atraiu o interesse de outro cacique do Maranhão e escalou a briga causada pela canetada de Flávio Dino. O ex-ministro Sarney Filho (PV), hoje secretário do governo do Distrito Federal, tomou parte na disputa em favor de Carlos Brandão.

Em manifestação ao STF no último dia 14, o filho do ex-presidente José Sarney afirmou que o PCdoB não pode falar em nome da federação PT-PV-PCdoB e que a indicação do governador ao TCE-MA é legítima.

“Todo o processo ocorreu de forma pública e transparente. O TCE-MA encontra-se desfalcado. Essa deficiência compromete o regular exercício do controle externo da administração pública, prejudicando a fiscalização contábil, financeira e orçamentária”, diz o documento assinado por Sarney Filho.

Dino ainda não tomou decisão sobre o ingresso do PCdoB na ação. Procurado, Sarney Filho não quis comentar.

Lobato afirmou que “assumir a presidência do PSB no Maranhão representa a oportunidade de retomar seu papel histórico, defender políticas públicas sólidas e garantir a efetividade de programas sociais, de forma alinhada às causas populares, com diálogo e compromisso com a reconstrução do Maranhão, resgatando prioridades que vinham sendo deixadas de lado”.

Quanto às questões jurídicas, entendo que cabe exclusivamente à Justiça e aos órgãos competentes investigar e julgar. Meu foco permanece em atuar politicamente, ouvindo a população e construindo soluções concretas para melhorar a vida dos maranhenses e brasileiros.

Eleição empatada virou foco da crise

O epicentro da disputa política está na Assembleia Legislativa. Othelino pretendia permanecer à frente da Casa no governo Brandão. Foi superado pela deputada Iracema Vale (PSB), apoiada pelo governador, em uma eleição que terminou empatada e acabou decidida pelo critério de idade.

Apesar de a deputada exercer a presidência da Assembleia, a eleição está judicializada no STF. A relatoria é da ministra Cármen Lúcia, que votou pela legalidade da vitória de Iracema no plenário virtual – quando o julgamento ocorre no sistema eletrônico. Dino não se declarou impedido e votou com a relatora, após a maioria segui-la. Para aliados dele, o voto “contra Othelino” seria uma prova cabal de sua imparcialidade.

Antes do fim do julgamento, entretanto, o ministro Luiz Fux pediu para que o processo vá ao plenário físico, e os magistrados deverão se manifestar novamente.

Iracema Vale se pronunciou sobre a última decisão de Flávio Dino que acionou a Polícia Federal contra a indicação do aliado do governador feita pela Assembleia.

“Primeiro, tentou-se impedir o processo com uma intervenção sem base legal. Agora, o andamento segue sendo postergado por manobras de um partido político que se opõe à escolha legítima da Assembleia Legislativa. Enquanto isso, a Corte de Contas permanece desfalcada, comprometendo o controle das contas públicas e o interesse coletivo. Não é apenas a institucionalidade que está sendo prejudicada, mas o próprio direito da população a um tribunal técnico, completo e funcional”, disse.

O advogado Caio Morau, doutor em Direito pela USP, afirma que a imparcialidade do juiz é um dos pilares do sistema jurídico brasileiro e fundamento do Estado Democrático de Direito. No caso do ministro Flávio Dino, Morau avalia que vínculos políticos, profissionais e familiares com envolvidos em processos sob sua relatoria podem configurar uma situação de suspeição.

“Apesar de a Constituição não impor restrições a figuras oriundas da vida político-partidária para que ocupem o cargo de ministro do STF, invariavelmente, ao exercerem a função na Corte, irão se deparar com a necessidade de julgar matérias que, ainda que de modo indireto, permeiam seu passado político, envolvendo antigos aliados ou mesmo desafetos. Se essas relações políticas do passado ainda ecoam no presente, podendo comprometer a imparcialidade para o julgamento, o mais adequado é que o ministro declare sua suspeição por foro íntimo”, comentou.

Em nota, o gabinete do ministro Flávio Dino afirmou que nenhuma das hipóteses legais para impedimento de magistrado se aplica ao caso e destacou que nenhuma das partes apontou possível suspeição.

“Esclarecemos que critério geográfico de impedimento não existe em relação aos ministros do STF, que julgam normalmente processos com litigantes dos seus Estados de origem, onde naturalmente conhecem pessoas e exerceram outras atividades profissionais em suas vidas anteriores”, frisou.

O gabinete disse que o pedido de apuração à PF também foi apresentado pela Assembleia Legislativa. A equipe do ministro ainda ponderou que a filiação de Othelino Neto ao Solidariedade no Maranhão ocorreu somente após o ajuizamento das primeiras ações judiciais e que a senadora Ana Paula Lobato pertencia ao PDT.

No Estado, porém, o Solidariedade era controlado pela família do deputado desde o início do ano passado. A ação é de 28 de fevereiro de 2024. A irmã dele foi anunciada como presidente estadual da legenda em 1º de março e manteve a pressão judicial contra o grupo do governador.

A nota também ressaltou que a esposa do ministro tem vida profissional própria “e não pode ser proibida de trabalhar”. Em relação ao fato de a mulher de Márcio Jerry, presidente do PCdoB estadual, ter chefiado o gabinete de Dino, a equipe destacou que o vínculo só existiu em 2015.

Em nota, a equipe do deputado Carlos Lula afirmou que as ações mencionadas tratam de normas de caráter geral, voltadas a disciplinar direitos em abstrato, e não de casos concretos.

“Por essa razão, não há qualquer possibilidade de conflito de interesses, já que não se analisam situações individuais, mas regras que podem ter repercussão nacional.

Também destacou que não há paralelo com o caso da nomeação de Marcelo Tavares porque ela ocorreu antes de entendimento consolidado pelo STF em 2023.

“É natural que decisões judiciais provoquem reações divergentes conforme os interesses em disputa, mas é incorreto sugerir motivações políticas ou pessoais”, disse. O deputado Othelino Neto não se manifestou.

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  • Thiago Azevedo
  • 18 de agosto de 2025

Eleições 2026: Yglésio Moyses, candidato de Bolsonaro, cresce na corrida ao Senado e aparece com mais de 16% em pesquisa Exata

A pesquisa do Instituto Exata, divulgada nesta segunda-feira (18), confirmou os favoritos para o Senado Federal em 2026, mas também trouxe um dado de destaque: o deputado estadual Yglésio Moyses (PRTB), identificado como o candidato de Jair Bolsonaro no Maranhão, aparece consolidado com mais de 16% das intenções de voto, despontando como um dos principais nomes na disputa.

No primeiro cenário, Weverton Rocha (PDT) lidera com 43,92%, seguido por André Fufuca (PP), com 30,08%, e Eliziane Gama (PSD), com 29,08%. Logo atrás, Yglésio Moyses soma 16,33%, à frente de nomes tradicionais como César Pires (12,25%) e Hilton Gonçalo (9,75%). Nos cenários seguintes, o deputado mantém desempenho consistente, alcançando 15,75% quando Roberto Rocha é incluído, e chegando a 17,75%, seu melhor índice, quando disputa sem a presença da senadora Eliziane Gama.

A pesquisa, realizada entre os dias 4 e 8 de agosto de 2025, ouviu 1.200 eleitores em 39 municípios do Maranhão, com margem de erro de 3,28 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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  • 18 de agosto de 2025

TURYFEST 2025 promete agitar Turiaçu com três dias de festa inesquecível

O município de Turiaçu está prestes a viver um dos maiores momentos culturais de sua história. Nos dias 05, 06 e 07 de setembro acontece o TURYFEST 2025, considerado o maior evento do litoral maranhense, que reunirá atrações consagradas e uma multidão de apaixonados pela boa música e pela tradição das radiolas.

No dia 05, a abertura será em grande estilo com a radiola Freedom FM, conhecida como a “Nota 10 do Brasil”, prometendo contagiar o público com seu ritmo vibrante.

No dia 06, o som poderoso do Mega Príncipe Negro, aclamado como “o Som da Galera”, vai tomar conta da cidade e garantir uma noite de pura energia.

E no dia 07, para encerrar em grande estilo, a festa terá um fechamento histórico com o lendário Rubi, considerado “o Som de Todos os Tempos”, ícone da cultura e referência no cenário musical maranhense.

Com uma megaestrutura preparada pela Prefeitura Municipal de Turiaçu, através da Secretaria Municipal de Cultura (SECULT), o evento promete movimentar não só a cidade, mas também atrair visitantes de toda a região, consolidando Turiaçu como palco de grandes festividades.

O TURYFEST 2025 é mais do que um evento: é celebração, tradição e identidade cultural. Serão três dias de alegria, música e momentos inesquecíveis no coração do litoral maranhense.

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  • 18 de agosto de 2025

Orleans Brandão se mantém como principal nome contra Braide em 2026, mostra pesquisa

A pesquisa Exata divulgada neste domingo (17) mostra o favoritismo do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que aparece na dianteira da disputa pelo Governo do Maranhão em 2026. Mas o destaque do levantamento é Orleans Brandão

Na pesquisa estimulada completa, com quatro candidatos, Braide mantém a liderança com 35,42%, seguido por Orleans Brandão com 19,67%, Lahesio Bonfim com 13,08% e Felipe Camarão com 11,75%. Branco, nulo ou nenhum chegam a 6,67%, enquanto 13,42% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Já no cenário “B”, em que apenas três candidatos são considerados, Braide aparece com 40,92% das intenções de voto, enquanto Orleans Brandão alcança 21,58% e Lahesio Bonfim registra 15%. Branco, nulo ou nenhum somam 8,83%, e 13,67% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

O levantamento, com 1.200 entrevistados em 39 municípios do Maranhão, indica que, embora Braide esteja à frente, Orleans Brandão se apresenta como o principal concorrente na disputa pelo governo em 2026. A margem de erro é de 3,28% e nível de confiança de 95%.