
A gestão de Inaldo Pereira (PSDB) em Paço do Lumiar é um exemplo de como um mandato tampão pode afundar em contradições e caos administrativo. Convocado para assumir após o afastamento judicial e a cassação da prefeita Paula Azevedo (PCdoB), Inaldo começou com discursos duros, denunciando que a educação municipal estava sendo “roubada e saqueada”, com escolas fechadas por falta de verbas. Contudo, as promessas de moralidade e mudanças rápidas deram lugar a suspeitas de práticas que demonstram aprofundar o município e a falta de compromisso com a população.
Vale lembrar que em menos de 24 horas após assumir, Inaldo nomeou vários parentes para cargos no alto escalão, provocando revolta e acusações de nepotismo. A gestão rapidamente perdeu a transparência, abandonou serviços essenciais como coleta de lixo, deixou de pagar profissionais da saúde e, na educação, reduziu a merenda escolar a frangos “Americano”. O resultado disso é uma MEGA rejeição e um isolamento político que deixa Inaldo Pereira sem aliados no encerramento de seu mandato. Mergulhado na solidão de suas próprias atitudes, o prefeito é hoje o símbolo de um governo marcado por isolamento.

Após a posse de Camilo Figueiredo como prefeito de Codó, foi anunciado o novo secretariado que comporá sua gestão.
Os nomes escolhidos são:
Solon Pereira da Nobrega – Secretário de Educação
Antônio Osvaldo Sampaio Filho (Filho do Sampaio da
Casa Sampaio) – Secretário da Casa Civil
José de Ribamar Sousa de Oliveira (Ribamar Oliveira)
– Secretário de Administração
Wanderson Luís da Silva dos Anjos (Ex-candidato a vereador do União Brasil) – Secretário de Agricultura
Sarah Camilla Almeida Rodrigues – Secretária de
Saúde
Einsten Lima Neres – Secretário de Esporte
Rosa Amelia Costa Saraiva (Esposa do empresário João dos Plásticos) – Secretária de Desenvolvimento
Econômico e Turismo
Alan Judson Zaidan de Sousa – Procurador Geral do
Município
Pedro da Silva Santos (Pedro Santos)- Secretário de
Finanças
Jango Carvalho de Sousa – Secretário de Governo
Sebastião Cardoso – Diretor Geral do SAAE
Eliane Costa Carneiro Figueiredo – Secretária de
Assistência Social
Railson da Paz Lucena – Secretário de Juventude, Cultura e Igualdade Racial
Thacyo Paz Alburqueque (Filho de Roberto
Cobel/vereador eleito em Timbiras – Secretário de
Meio Ambiente
José Luiz de Souza Silva – Secretário Adjunto de
Saúde
Isaac da Cruz Rodrigues – Diretor do Departamento da
Central de Compras
Josué Trindade de Sousa – Tesoureiro da Secretaria de Finanças e Planejamento
Pedro Ferreira Oliveira (Pedro Belo) – Secretário de
Infraestrutura

O prefeito eleito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB), a partir do dia 1° de janeiro, ao lado da vice-prefeita Mariana Brandão (MDB), dará início a um ambicioso pacto de obras a ser concluído nos primeiros 100 dias de gestão.
A iniciativa visa atender às principais demandas da população, priorizando infraestrutura, mobilidade urbana e saneamento básico. Com um cronograma estratégico e o objetivo de impactar positivamente a qualidade de vida dos luminenses.

Fred Campos reforça seu compromisso de entregar resultados imediatos e iniciar um novo ciclo de desenvolvimento na cidade.

Ellen do Bigode não pode assumir a cadeira de vereadora deixada vaga pelo falecimento de Jorge Marú na Câmara Municipal de Paço do Lumiar, pois perdeu o direito à suplência ao trocar de partido na janela partidária. Em 2020, tanto Jorge Marú quanto Ellen concorreram pelo partido Republicanos, e ela ficou como 1ª suplente. No entanto, em 2024, Ellen migrou para o MDB, pelo qual disputou e venceu as eleições municipais. Essa mudança inviabiliza sua posse como suplente, uma vez que a vaga pertence ao partido, não ao candidato, conforme decisão consolidada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A jurisprudência do TSE, reafirmada este ano, estabelece que suplentes que trocam de partido na janela partidária não podem assumir cargos, mesmo que sejam alçados à titularidade. A regra, prevista no artigo 22-A, inciso III, da Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/1995), assegura que as cadeiras permaneçam com o partido ao qual pertenciam na eleição original. Dessa forma, a vaga deixada por Jorge Marú deve ser ocupada pelo próximo suplente do Republicanos, em respeito à legislação eleitoral e à preservação da composição partidária.
Ellen do Bigode já foi eleita vereadora pelo MDB em 2024 e, na última sexta-feira (6), foi devidamente diplomada, consolidando sua posição como titular do cargo a partir de 1º de janeiro de 2025. Assim, o mais adequado no momento é que Ellen aguarde sua posse definitiva no próximo ano, ao invés de reivindicar uma cadeira que, juridicamente, não pertence mais a ela, mas ao Republicanos.

O município de Codó vivenciou um momento histórico com a posse de Camilo Figueiredo como novo prefeito, após a Câmara Municipal decidir, pela cassação do mandato de Zé Francisco. A decisão, respaldada por 14 votos favoráveis, incluindo cinco de antigos aliados do prefeito cassado, foi motivada por acusações graves de nepotismo e falta de transparência na gestão pública. Durante a sessão, vereadores destacaram a necessidade de resgatar a confiança da população e assegurar uma administração responsável, pautada nos princípios da moralidade e eficiência.
Ao assumir o cargo, Camilo Figueiredo ressaltou o compromisso com uma gestão transparente e participativa, prometendo rever contratos e restabelecer o diálogo com a população codoense. O novo prefeito também afirmou que sua prioridade será reorganizar as finanças municipais e fortalecer áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura, buscando corrigir falhas apontadas na administração anterior. A posse que ocorreu hoje (9) as 14h, marcou o início de um novo ciclo político em Codó, com a expectativa de mudanças significativas para os próximos meses.

A Polícia Civil do Maranhão, através da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (SECCOR) deflagrou, na manhã desta segunda-feira(9), em São Luís, uma operação policial autorizada judicialmente, com o objetivo de reprimir um esquema criminoso de desvio de valores de contas judiciais. Os alvos da ação policial foram os bairros do Anil e João de Deus.
Segundo a delegada Katherine Chaves, chefe da SECCOR, os desvios administrados pela servidora somam mais de 200 mil reais, em um período de apenas seis meses, que foram identificados por meio de uma auditoria do Juizado Especial Cível, onde a investigada atuava.As investigações ainda apontaram que valores desviados, vinculados a processos judiciais, foram transferidos indevidamente pela servidora para contas bancárias de quatro advogados, também investigados. O esquema criminoso teria sido viabilizado pelo uso irregular do token de um magistrado aposentado.
Como resultado da operação, os policiais civis conseguiram cumprir um mandado do prisão contra a servidora, além de cumprirem dois mandados de busca e apreensão na residência e no local de trabalho da investigada.
Durante as buscas, foram apreendidos computadores, token, aparelho celular e outros materiais, que serão encaminhados à perícia para análise no curso das investigações.
Ainda de acordo com a delegada, as investigações devem continuar, com o objetivo de apurar a extensão das ações criminosas e identificar outros possíveis envolvidos.

A juíza Patrícia Marques Barbosa, da 76ª Zona Eleitoral de São Luís, desaprovou as contas de campanha do prefeito reeleito Eduardo Salim Braide e de sua vice, Esmênia Miranda Ferreira da Silva, referentes às eleições municipais de 2024. Na decisão, a magistrada aponta irregularidades graves na gestão de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), comprometendo a transparência e a legalidade dos gastos.
A sentença destacou a omissão de despesas e receitas relacionadas à distribuição de 125 mil bandeiras, supostamente utilizadas em eventos de campanha como carreatas e comícios. Embora o material tenha sido apresentado como distribuído por uma equipe de 18 pessoas, não foram registrados os custos estimáveis relacionados à mobilização dessas atividades, violando dispositivos da Resolução do TSE nº 23.607/2019.
Além disso, o detalhamento de gastos com materiais de publicidade impressa, que totalizaram R$ 899.750,00, foi considerado insuficiente. As notas fiscais emitidas pelas empresas fornecedoras não especificaram os destinatários nem a execução dos serviços contratados. A análise também identificou que parte dos fornecedores possuía baixa capacidade operacional, como a empresa Nilson R. da Silva EIRELI, contratada por R$ 591.500,00, levantando suspeitas sobre a idoneidade das contratações.
A juíza ressaltou que as falhas configuram uma violação grave dos princípios de transparência e lisura previstos na legislação eleitoral. As inconsistências comprometem a confiabilidade das contas apresentadas, justificando a decisão pela desaprovação.
O Ministério Público Eleitoral também manifestou parecer pela desaprovação, corroborando as conclusões da unidade técnica da Justiça Eleitoral. A decisão enfatiza que o uso inadequado de recursos públicos em campanhas eleitorais prejudica a credibilidade do processo democrático e a confiança da população.
Eduardo Braide poderá recorrer da decisão ao pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA), que decidirá se mantém a desaprovação das contas ou emite um posicionamento contrário, aprovando-as com ou sem ressalvas

A Desembargadora Márcia Cristina Coêlho Chaves, do Tribunal de Justiça do Maranhão, decidiu revogar parcialmente o afastamento da prefeita de Barão de Grajaú, Claudimê Araújo Lima, que havia sido determinado pelo juiz David Mourão Guimarães de Morais Meneses. A decisão original, proferida no âmbito de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público, determinava que a prefeita fosse afastada do cargo até o final de seu mandato, em 31 de dezembro de 2024, além de proibir sua entrada em repartições públicas municipais sem autorização judicial.
O afastamento foi solicitado em razão de supostas irregularidades na condução do processo de transição de governo. Segundo o Ministério Público, a prefeita teria descumprido determinações judiciais para a entrega de documentos e implementação de medidas necessárias à transição. Entre as falhas apontadas estavam a não disponibilização de documentos essenciais, como listas atualizadas de servidores e dados financeiros, além de omissões em cronogramas de visitas técnicas.
Ao analisar o recurso apresentado por Claudimê Lima, a desembargadora considerou que o afastamento total seria desproporcional, especialmente diante da proximidade do término do mandato. Ela destacou que, embora a prefeita tenha demonstrado falhas no cumprimento das determinações judiciais, a solução poderia ser alcançada com medidas menos gravosas, que garantissem a continuidade administrativa sem comprometer o processo de transição.
Com a nova decisão, a prefeita poderá permanecer no cargo, mas estará sujeita a restrições específicas. O vice-prefeito Pedro José Alves de Carvalho foi designado para coordenar os trabalhos de transição, enquanto a prefeita terá que se ausentar das repartições públicas nos horários definidos para as atividades da comissão de transição. Além disso, a decisão proíbe a divulgação de informações sobre a transição em redes sociais e aplicativos de mensagens, exceto para fins operacionais diretamente relacionados ao processo.
Por fim, a desembargadora também determinou que o Ministério Público tenha representação na comissão de transição, garantindo a fiscalização e o cumprimento das etapas do cronograma.

Às 11h46min, da manhã desta segunda-feira, 09/12/24, a Câmara Municipal de Codó cassou o mandato do prefeito José Francisco Lima Neres.
As duas razões da denúncias (NEPOTISMO e Irregularidades no Portal da Transparência) receberam, cada uma no seu momento, a mesma votação – 14 votos a favor, zero contra em razão de que os aliados do prefeito não vieram à sessão.
Dos aliados, apenas Dr. Mendes e Domingos Reis compareceram, chegaram a usar tempo na Tribuna, mas foram embora logo em seguida, retirando-se antes do voto nominal.
Entre os 14 votos votos a favor da saída de Zé Francisco , 5 foram de ex-aliados.
O presidente da Câmara, Antonio Luz, marcou para as 14h a posse de Camilo Figueiredo, atual vice-prefeito. José Francisco Lima Neres, segundo assessores próximos, está na capital São Luís tentando medidas judiciais para voltar ao cargo até 31 de dezembro, uma vez que não foi reeleito em outubro.

O vereador Leonel Filho começou descobrindo dentro do site oficial da prefeitura de Codó duas notas fiscais pagas pelo governo de Zé Francisco. As duas somam um montante de R$ 3.509.120,00 em livros didáticos, para Educação de Jovens e Adultos e Ensino Fundamental, adquiridos enquanto rolava a campanha eleitoral deste ano.
O prefeito pode comprar livros didáticos? pode. Pode no período eleitoral? Sim. Então onde está o erro?
O erro está em não fazer os livros chegarem aos nossos alunos, que estão nas escolas municipais precisando deles, assim como os professores que ganham um material de apoio a mais para melhorar o processo de ensino-aprendizagem. Nas escolas da cidade e da zona rural, todos perderam para alguém ganhar e ganhar muito.
Quando o prefeito fez isso (não entregou) – e o vereador Leonel, em vídeo, provou que ele não entregou, provou que foi negligente – Zé Francisco, simplesmente, encaixotou conhecimento e jogou R$ R$ 3.509.120,00 fora, no maior nível de irresponsabilidade administrativa possível.
O parlamentar conseguiu autorização, como autoridade que é, para entrar e fiscalizar o dinheiro público em 07 de dezembro de 2024, com aulas já, praticamente, encerradas, pois o calendário foi antecipado para 13/12 e em algumas escolas para bem antes.
No vídeo, ele comenta e narra o absurdo que presencia.
‘Eu vou mostrar pra vocês que em 28/08/2024 foi comprado R$ 1.965.760,00 de livros nas vésperas da eleição, tá bem aqui olha na nota fiscal, editora Águia Ltda e tem uma segunda nota ainda é mais perto da eleição, tá bem aqui olha R$ 1.543.360,00 no dia 10/09/2024. Mais de 3 milhões e meio de compra de livro no final do ano letivo, as aulas já se encerraram, hoje já é 7 de dezembro, as aulas estão se encerrando ou já se encerraram e ta aqui as notas, cada livro R$ 160″, afirma
CASO DE POLÍCIA E DE MINISTÉRIO PÚBLICO
Para o vereador é caso de investigação policial e também do Ministério Público, afinal R$ 3,5 milhões foram pagos e não se deu qualquer utilidade à montanha de livros amontoados dentro de caixas escondidas, até então, no Centro de Formação do Professor, prédio que virou apenas depósito da Secretaria de Educação, localizado no bairro São Francisco, conjunto Vereda.
“Isso aqui é caso de polícia, olha aí, a suspeita é essa. Não é possível, R$ 3,5 milhões no apagar das luzes, é desvio de finalidade do recurso público, olha a montanha de livro aí, olha esse absurdo com o dinheiro do povo, R$ 3 milhões e meio de reais, montanha de livro, cê acredita, onde a gente vai é livro jogado, é livro pra todo canto, acabou o ano e no final do ano o prefeito ainda tava comprando livro, no apagar da campanha (…) olha uma montanha dessa, quase da minha altura, uma parede só de livro até o final’, destaca o parlamentar fiscalizando e filmando.
A prefeitura ainda não se manifestou a respeito, mas sabe-se que estava marcada para às 8h da manhã desta segunda-feira, 9, para o Centro de Formação uma grande operação a respeito de livros.
Não se sabe se para mais chegada dos didáticos ou retirada deles para que sejam entregues, às pressas, após a denúncia de Leonel Filho e a repercussão ruim por meio da imprensa local.