
Após a ação da Polícia Federal, ordenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), contra supostos disseminadores de notícias falsas nas redes sociais, a atuação de robôs e perfis alugados ligados ao bolsonarismo despencou nas redes sociais.
De acordo com a Folha, o dado é mostrado por levantamento da consultoria AP Exata. As publicações dos chamados perfis de interferência caíram de uma média de 14% para 10% no Twitter. Elas já chegaram a ter pico de 17%.
A ação do STF, na análise da consultoria, parece ter atingido o sistema de disseminação de informações feita artificialmente por meio desses perfis.
Por outro lado, a ofensiva do STF mobilizou influenciadores da base bolsonarista, como deputados e até os filhos do presidente Jair Bolsonaro. Eles passaram a atuar de forma mais forte e orgânica nas redes, unificando o discurso contra o ministro Alexandre de Moraes, que comanda o inquérito das fake news e determinou as buscas.

Com o início da retomada das atividades econômico-sociais na Ilha de São Luís, o segmento religioso que ficou paralisado por pelo menos 70 dias com a edição do Decreto Nº 35.677 de 2020 tem a possibilidade de planejar o retorno dos cultos e celebrações.
O governador Flávio Dino (PCdoB) reuniu-se nesta quinta-feira (28) com lideranças religiosas para tratar do tema, mas ainda não definiu data.
Porém, na Assembleia Legislativa do Maranhão tramita o Projeto de Lei nº 156/2020 em que trata não só da retomada das celebrações religiosas, mas propõe um primeiro passo para que seja feita de forma gradual a retomada de todas as atividades. É o Plano de Transição para a Nova Normalidade. A proposição é de autoria do deputado estadual Dr. Yglésio (PROS).
Yglésio, aliás, foi uma voz no parlamento em que defendeu a suspensão de reuniões presenciais em templos religiosos. Isso ainda no período mais crítico, quando o sistema de saúde estadual ainda não estava preparado para o enfrentamento da COVID-19.
“Com o inevitável retorno das atividades comerciais, é preciso se discutir também o retorno das celebrações religiosas, com cultos e missas. Fui o primeiro a defender a não-realização de celebrações presenciais em razão da pandemia e reconheço que é a hora de planejar o retorno delas.”, disse o parlamentar em seu Twitter.
O deputado disse ainda que o Plano de Transição que tramita na Assembleia Legislativa garante “o retorno dos cultos religiosos, em pequenos templos, para garantir a segurança dos cristãos”. O autor da proposição deixou claro que estes protocolos devem ser adotados, neste momento, na Ilha de São Luís e em pequenos templos com a capacidade recomendada.
A proposta foi bem recebida pela classe evangélica, a exemplo da Assembleia de Deus Vida. O pastor Romualdo Fernandes disse que fechou a igreja durante o decreto estadual e não houve realização de cultos presenciais.
“Somente lives, algumas em casa e outras na própria igreja. Só com o pastor e a equipe de filmagem”, explicou o pastor Romualdo. Para Fernandes, que está há 70 dias sem cultos presenciais, a ausência de fiéis impactou a instituição religiosa.
“Classificamos as atividades religiosas como essenciais não só para a manutenção da fé e comunhão entre os irmãos, mas para amparo e suporte emocional causado pela pandemia. Nesse sentido, acreditamos que já está na hora do retorno, mesmo sendo gradativo e obedecendo exigências”, considerou. Indagado, o religioso disse que há casos depressivos em sua igreja, inclusive entre pastores e líderes.
Sobre o Plano
O Plano de Transição para a Nova Normalidade tem como base o planejamento da Espanha, um dos países que mais sofreu impactos da COVID-19 no mundo. Não há uma perspectiva para que uma vacina seja descoberta em curto prazo e isso tem exigido dos poderes a adoção de medidas restritivas, adotando uma nova normalidade, para que o impacto do vírus seja o menor possível.
O Plano, convertido no Projeto de Lei nº 156/2020, quando trata da religião diz que “A reabertura ao público dos lugares de culto dependerá de que a lotação do ambiente seja de até um terço de sua capacidade em condições normais e que se cumpram as medidas gerais de segurança e higiene estabelecidas pelas autoridades sanitárias.”, além de detalhar de maneira técnica como deve ser adotado os protocolos sanitários.
Porém, o texto também é especifico para quando as autoridades ou mesmo os responsáveis pelo lugar de culto não saibam a capacidade em condições normais. Para locais com espaços com assentos individuais: uma pessoa por assento, devendo respeitar, em todo caso, a distância mínima de um metro entre cada pessoa; para espaços com bancos: a distância aplicada é de um metro entre cada pessoa no banco; e para espaços sem assento: uma pessoa por metro quadrado.
Os protocolos estabelecidos pelas autoridades sanitárias também são destacados neste texto, como o uso obrigatório de máscara e evitar aglomeração em vias públicas para realização de cultos ou eventos religiosos. Além de sempre observar a higienização dos locais antes de cada reunião.
Para o retorno de atividades antes comuns, a sociedade vai ter que estar preparada e disposta a novos hábitos para viver a nova normalidade no tempo pós-pandemia.

Epicentro do novo coronavírus no Maranhão, a Região Metropolitana de São Luís (que envolve além da capital as cidades de São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar) está bem próximo de alcançar um colapso em relação aos leitos de UTI da rede estadual exclusivos para o tratamento da Covid-19, assim como aconteceu em abril. Os números vem em franca crescente e a taxa de ocupação, segundo boletim da noite dessa quarta-feira (27) da Secretaria de Estado da Saúde, é de 97,39%.
De acordo com SES dos 230 leitos de UTI da rede um total de 224 estão ocupados. Ou seja, apenas seis leitos podem receber pacientes destes quatro municípios e muita vez até de cidade vizinhas sem acesso a esse tipo de leitos.
Em relação a ocupação dos leitos clínicos na chamada Grande Ilha a taxa é de 62,10%. São 467 leitos ocupados dos 752 que a rede estadual possui na Região Metropolitana.
Estes chamados leitos clínico recebem os paciente em estado moderado da doença. Na cidade de Imperatriz, por exemplo, a taxa para esta tipagem de leito alcançou 100% duas vezes em menos de uma semana e segue assim desde a última segunda-feira (25). Todos os 81 leitos estão ocupados.
Na segunda maior cidade do Maranhão a situação das UTIs não é diferente. Imperatriz também já teve dois colapso nessa especialidade e agora tem taxa de ocupação de 87,04%. São 54 leitos e 47 estão ocupados.
Nas demais regiões do estado os leitos de UTI tem taxa de ocupação que segue pelo mesmo caminho: 76,11%. Dos 113 leitos espalhados pelo Maranhão 27 estão livres. Em relação aos leitos clínicos no interior do Maranhão são 289 leitos na rede estadual. Destes, 204 estão ocupados (70,59%).
O Maranhão tem casos 27.979 confirmados do novo coronavírus em 210 dos 217 municípios do estado. O boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgado nesta quarta-feira (27) mostra ainda que são 887 mortes e 7.117 curados da Covid-10.

O presidente Jair Bolsonaro fez duras críticas na manhã desta quinta-feira (28) ao STF (Supremo Tribunal Federal) um dia após a operação determinada pela Corte que fez buscas e apreensões em endereços acusados de veicular fake news.
“Não teremos outro dia como ontem, chega! Estou com as armas da democracia nas minhas mãos”, afirmou o presidente em frente ao Palácio do Alvorada. “Chegamos no limite”, declarou.
Visivelmente irritado na live publicada nesta manhã, ele afirmou que o único objetivo da ação de quarta-feira, determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, era atingir pessoas que o apoiam. “Querem tirar a mídia que tenho em meu favor, sob o argumento falacioso de fake news.”
“Não foi justo o que aconteceu no dia de ontem. Se coloquem no lugar daquelas pessoas que tiveram suas residências invadidas, como se fossem bandidos.”
Entre os alvos da operação da Polícia Federal estavam, além de apoiadores com contas influentes nas redes sociais, o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) e o dono das lojas Havan, Luciano Hang.
Nas palavras do próprio Bolsonaro, governar está sendo mais difícil do que imaginava porque os inimigos estão aqui dentro, e não no exterior.
“Não mais ousarão atingir direitos individuais. Chega! Eu peço a Deus que ilumine a todos em Brasília para que de forma sensata venham corrigir o que está sendo feito de errado”, declarou Bolsonaro. “Essa crise não interessa para ninguém. Uma pessoa [Alexandre de Moraes] conseguiu punir a imprensa, tradicional e as redes sociais”.

No meio da pandemia, o prefeito de Codó, Francisco Nagib (PDT) mostrou-se preocupado com os negócios da família. Ao anunciar a edição de um decreto que reabre o comércio, o prefeito-empresário levou uma enquadrada do deputado estadual Dr. Yglésio (PROS) e de seus seguidores.
“Nossa preocupação fundamental em meio a essa grave pandemia é e continuará sendo salvar vidas. Mas precisamos também, com os cuidados sanitários devidos, cuidar da atividade econômica, razão pela qual temos que neste momento reabri (sic) o comércio. Aguardem novo decreto…”, sugeriu Nagib.
Abaixo da publicação, Yglésio, que é médico, respondeu: “Acho cedo ainda, curva em Codó subindo bastante. Ideal manter fechado pelo menos mais um ciclo da doença (14 dias).”, catracou o parlamentar.
A publicação recebeu apoio de codoenses. “Infelizmente esse prefeito é midiático ao extremo. Posta cada coisa sem embasamento teórico-científico…”, disse uma seguidora. “Exatamente, deputado Yglésio”, concordou outro.
Quando Nagib fala em “cuidar da atividade econômica” ao anunciar reabertura do comércio, o Prefeito de Codó está falando da atividade econômica da sua família.
A família do prefeito tem pelo menos: casa de show, postos de gasolina, revenda de gás, fábrica de produtos de limpeza, fábrica de açúcar, fábrica de plástico, hotel, televisão, rádio, concessionária de moto e até aeroporto.
Da cadeira de prefeito de Codó, Francisco Nagib (PDT) segue cuidando dos negócios da família.

A PF (Polícia Federal) cumpre, nesta quarta-feira (27), 29 mandados de busca e apreensão em uma operação contra a disseminação e financiamento de fake news, sobretudo contra ministros do (Supremo Tribunal Federal).
Um dos alvos é o presidente do PTB, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, que teve um endereço vasculhado pelos agentes federais — um sítio no Rio de Janeiro.
Além de Jefferson, outros alvos são o dono da Havan, o empresário Luciano Hang, o deputado estadual de São Paulo Douglas Garcia, a ativista Sara Winter, o blogueiro Allan dos Santos e o humorista Rey Biannchi.
As autoridades cumprem os mandados judiciais em endereços no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.
O inquérito do STF investiga notícias falsas que ameaçam a integridade dos ministros da Suprema Corte e de seus familiares.

A CGU (Controladoria-Geral da União) está cruzando dados para identificar milhares de possíveis fraudes no recebimento do auxílio emergencial de R$ 600 pago pelo governo a pessoas que tiveram a renda comprometida durante a pandemia do coronavírus.
O ministro da CGU, Wagner Rosário, afirmou nesta terça-feira (26) que 74 mil sócios de empresas que possuem empregados cadastrados no auxílio também receberam o benefício.
Ainda há outros 86 mil indivíduos que fizeram doações superiores a R$ 10 mil como pessoa física nas últimas campanhas eleitorais e solicitaram o auxílio do governo.
Outros filtros incluem proprietários de veículos avaliados em mais de R$ 60 mil e de embarcações, além de pessoas com domicílio fiscal no exterior.
“Em conjunto com o Ministério da Cidadania, a gente vem cortando esses benefícios para evitar a saída de recursos [indevidamente]”, afirmou o ministro.
Rosário afirmou que em até duas semanas o governo vai disponibilizar para consulta uma lista de “todas as pessoas que vêm recebendo [o auxílio], para que o cidadão possa ele mesmo fiscalizar esses cerca de 53 milhões da pessoas que estão cadastradas”.
A CGU também criou um canal de denúncias para apurar suspeitas de irregularidades.
“Já são 25,5 mil manifestações só no período do covid; 248 denúncias encaminhadas diretamente à CGU, 548 denúncias para todo o sistema. Essas denúncias geraram 18 informes, que alcançam 15 municípios, distribuídos em 12 estados, 31 empresas e recursos que chegam a R$ 330 milhões que estão sob investigação, fruto dessas denúncias”, acrescentou o ministro.

O governo federal abriu nesta segunda-feira licitação de R$ 44 mil para adquirir uma esteira ergométrica para o Palácio do Jaburu, onde moram o vice-presidente Hamilton Mourão e a sua mulher, Paula Mourão. O modelo procurado vem com programas pré-configurados de exercício físico, tela touch screen de alta definição, internet, TV e acessos a “cursos interativos”. A justificativa para a procura é que o Palácio do Jaburu não tem aparelho “minimamente adequado” e que atenda aos “princípios da ergonomia e biomecânica”, para prática de exercícios físicos. O governo afirma que a guarda do palácio deve usar o equipamento. “Inclusive com simulação de situações reais onde o caminhar e as corridas são feitas com os uniformes e equipamentos vinculados”, diz o edital.
A Vice-Presidência ainda argumenta que a rotina “força Mourão a realizar exercícios fora do expediente, muito cedo ou muito tarde”. Procurada a Vice-Presidência não se manifestou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Ministério Público do Maranhão expediu uma Recomendação conjunta na última sexta-feira, 22, orientando que o Estado decrete medidas mais rígidas que propiciem ações efetivas de isolamento e distanciamento social no Município de Imperatriz e Região Tocantina.
O documento foi assinado pelo procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, pelo titular da 5ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Saúde de Imperatriz, Newton Barros de Bello Neto e pelo titular da Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Saúde de João Lisboa, Fábio Henrique Meirelles Mendes.
Também assinaram o documento o defensor público-geral do Estado do Maranhão, Alberto Pessoa Bastos, e os defensores públicos titulares da Saúde em Imperatriz, Arthur Magnus Dantas de Araújo e Arthur Moura Costa.
No documento, o Ministério Público e a Defensoria Publica pedem medidas de isolamento social e distanciamento, a exemplo do que foi feito nos municípios que compõem a Ilha de São Luís, práticas que alcançaram bons resultados na capital e região.
As instituições consideram inclusive a possibilidade de lockdown entre as medidas, como forma de evitar o aumento da contaminação por Covid-19, o colapso das redes pública e privada de saúde locais e, por consequência, inúmeras mortes.
O documento destaca, ainda, a existência de dados científicos divulgados pela comunidade médica internacional, que evidenciam que, para cada caso confirmado do novo coronavírus (covid-19), pode haver mais 10 casos existentes. De acordo com este cálculo, Imperatriz pode ter cerca de 11.500 pessoas infectadas.
“Hoje temos a ocupação de leitos praticamente esgotada e infelizmente temos a certeza epidemiológica de que esse número irá aumentar de forma avassaladora, caso enérgicas providências não sejam tomadas. Por isso a Recomendação é motivada para que medidas mais drásticas sejam adotadas para conter a situação”, ressalta o promotor de justiça Newton Bello.
“Ao Ministério Público não restou outra alternativa senão representar pela medida nais rigorosa, uma vez que o sistema de saúde de Imperatriz está à beira do colapso com um número crescente de casos de contaminação, necessitando de medidas mais enérgicas para manter o distanciamento social e conter a curva de propagação da doença, evitando assim o estrangulamento da rede de saúde local”, destaca o procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho.

Termina no dia 1º de junho de 2020 o prazo para que os prefeitos façam a apresentação das prestação e tomadas de contas refentes ao exercício financeiro de 2019. A tomada de contas especial deve ser encaminhada ao TCE/MA exclusivamente por meio do Sistema de Tomada de Contas (e-TCEspecial).
A supensão do prazo, inicialmente previsto para o dia 29 de abril foi um pleito encaminhado pela Federação dos Municípios do Estado do Maranhão para a corte de contas. Por decisão em plenário virtual ficaram também suspensos os prazos processuais e administrativos.
A prestação de contas dos poderes, órgãos, fundos e entidades será feita exclusivamente por meio do acesso ao ao Sistema de Prestação de Contas Anual Eletrônica (e-PCA), disponível em www.tce.ma.gov.br .