Onde está a luz no fim do túnel da pandemia de coronavírus, que já infectou em torno de 500 mil pessoas ao redor do mundo? Em que momento quase 3 bilhões de pessoas vão poder sair de casa normalmente sem medo de ficar doente?
Para responder isso, precisamos de menos incerteza ao fazer, por exemplo, cada vez mais testes para determinar quem está infectado, medida que pode aplacar a preocupação de muita gente e garantir uma estratégia eficiente de combate ao vírus, como na Coreia do Sul.
Mas uma das respostas que podem marcar uma virada nessa pandemia, junto com remédios e vacinas que funcionem, passa não por quantas pessoas estão doentes hoje, mas por quantas já enfrentaram silenciosamente o vírus e sequer perceberam.
Uma busca em massa por anticorpos nas pessoas pode permitir descobrir se todos esses números de infectados e mortos que crescem a cada dia são apenas a ponta de um iceberg.
Se for o caso, será possível tirar duas conclusões. A primeira é que a taxa de letalidade, hoje estimada em cerca de 3,4% pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pode ser bem menor do que se sabe.
A segunda é que milhões de pessoas podem já ter contraído o vírus, desenvolvido algum grau de imunidade e, portanto, não precisariam ficar isoladas.
Essa informação pode influenciar decisões políticas e determinar se o principal “remédio” adotado pelas autoridades contra essa crise — no caso, quarentenas de quase 3 bilhões de pessoas — está na dose certa ou se ele vai ser pior que a doença e matar o paciente, como tem se questionado, a exemplo do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.
O Ministério da Saúde divulgou neste sábado (28) o mais recente balanço dos casos da Covid-19, doença causada pelo coronavírus. Os principais números são:
O balanço acrescentou 22 mortes e 487 casos confirmados ao total. No balanço anterior, da sexta-feira (27), o Brasil tinha 92 mortes e 3.417 casos confirmados.
Das 22 mortes acrescentadas ao total no país neste sábado, o estado de São Paulo teve 16 mortes. Mais dois mortos foram confirmados no estado, mas ainda não contabilizados pela secretaria e pelo Ministério da Saúde: um aluno de 56 anos do curso de Química da USP e um jovem de 26 anos que morreu no Hospital Santa Cruz, na Vila Mariana, capital paulista. Com eles, já são 86 mortes em SP.
De acordo com o Ministério da Saúde, até as 15h, havia 569 pessoas internadas com confirmação para Covid-19 no país. O números consideram as pessoas cujos resultados dos testes já foram apresentaram e testaram positivo. O número não considera casos suspeitos.
Este é o segundo maior aumento diário de casos confirmados no Brasil até agora. Na sexta-feira, foram 503 novos casos.
Durante seu pronunciamento na apresentação dos dados, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que não tem covid-19. Ele afirmou que faz o teste com frequência e até agora todos deram negativo.
O espanhol Oscar Haro, responsável da formação satélite da Honda no Mundial de MotoGP, onde alinham os pilotos Takaaki Nakagami e Cal Crutchlow, revelou que os médicos lhe pediram, em lágrimas, permissão para deixar morrer o pai por falta de ventiladores na Espanha.
Conforme publicado pelo site “A Bola”, em relato emocionado, o diretor desportivo da LCR Honda usou as redes sociais para revelar agora, três dias depois, a forma trágica como o seu pai morreu, vítima de Covid-19, e deixar um alerta a todos nós: “Ninguém devia morrer sozinho. O meu pai começou a trabalhar aos 15 e só parou aos 65. Nunca pediu nada. Na quarta-feira, ele precisava de um ventilador para não morrer e eles negaram-no. O médico chamou-me, em lágrimas, para me pedir permissão para o deixar morrer. Esta é a Espanha que temos. Estamos a deixar morrer estas pessoas. A minha mãe está fechada em casa, sem que possa abraçá-la, beijá-la, consolá-la. Também acusou positivo e não quer ir ao hospital, porque tem medo que a deixem morrer”, contou Haro, que decidiu partilhar a sua história.
“Na segunda-feira, o meu pai e a minha mãe deram positivo ao coronavírus. Levei-os às urgências. Não voltei a ver o meu pai. A minha mãe pediu para receber alta porque queria cuidar do meu pai. Isolaram-no até morrer, na sexta-feira. Não entendo por que razão morreu. Não entendo como uma pessoa que trabalha desde os 15 anos, sempre a descontar para pagar impostos, morre porque não há ventiladores, porque não o podem continuar a tratar, pois há uma lei que diz que com mais de 75 anos já não interessa cuidar das pessoas e deixam-nas morrer.”
Sem conseguir esconder a sua revolta, o espanhol não se coíbe nas críticas e no alerta: “Dizem que temos um serviço de saúde incrível, mas não têm luvas, batas ou máscaras para usar. Não entendo como o meu pai, que está desde os 15 anos com a sua mulher, não se pôde despedir dela. Só sei que vejo dinheiro por todos os lados, como sempre, e que estamos a deixar morrer uma geração que fez este país sair da guerra, que trabalhava 16 horas por dia para alimentar os seus filhos e criar uma família. Famílias com quatro ou cinco filhos, como a minha que vivia num apartamento com 60 m2 e uma casa de banho, mas onde nunca faltou amor. Não como agora, que temos um ou dois filhos porque somos egoístas. Vejo o meu pai morto, a minha mãe fechada em casa e não posso pegar na minha filha porque tenho medo, pois ela só tem três semanas. Não entendo por que o meu pai não vai poder levar a neta a ver a sua horta. Dei a volta ao Mundo umas cem vezes, vivi em muitos países e garanto que temos o melhor país do Mundo. Mas vamos cuidar dele, por favor.”
Para finalizar, faz um apelo: “Não tenho ódio, meu pai me ensinou a viver sem ódio. Não quero encontrar culpados. Tenho amigos em todos os lugares. Vamos ajudar as pessoas mais velhas.” Se você tem um vizinho mais velho, bata na porta e pergunte o que ele precisa, se ele precisa de alguma coisa da farmácia porque a Espanha é um país incrível. Vamos ajudar um ao outro , porque a Espanha é o anfitrião. Não vamos perder tempo para ver quem é o culpado ” .
O presidente do ICMBio, Homero Cerqueira, encaminhou um ofício, no dia 17 de março, suspendendo visitas em todas as unidades de conservação federais abertas ao turismo. A medida engloba o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que ficará fechado para visitação, como ação preventiva diante do crescimento do novo coronavírus no Brasil.
Uma das principais orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do próprio Ministério da Saúde para impedir a disseminação do coronavírus é evitar aglomerações
Em nota publicada no site oficial, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) fala sobre a recomendação:
“Considerando a classificação da situação mundial do novo coronavírus (COVID-19), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, suspende, por determinação do Presidente da República, a visitação pública em todas as unidades de conservação federais pelo período de uma semana, a contar da presente data, podendo haver prorrogação.
A medida atende as orientações do Ministério da Saúde e visa contribuir para a segurança da população neste momento em que é necessário evitar aglomerações.”
O vendedor ambulante não tem mais como ficar em casa porque depende de sua venda para alimentar a família. A pandemia do coronavírus fez as pessoas ficarem isoladas e estão cumprindo a quarentena, com medo da doença não estão comprando nada, somente alimentos e produtos de limpeza.
Em São Luis são em media 9,500 vendedores ambulantes que aguardam ajuda. A Câmara dos Deputados já aprovou medida de emergência com ajuda de R$ 600,00 reais para o grupo de atividade econômica autônomo que aguarda para segunda-feira aprovação no Senado e encaminhamento para assinatura do presidente Bolsonaro.
O Governo do Maranhão e Assembleia Legislativa para ajudar essas pessoas nesse difícil momento iniciou a distribuição de cestas básicas, mas foi suspenso na ultima segunda feira (23), devido a aglomeração que se formou.
Em nota o Governo do Estado avisa que está desenvolvendo um planejamento para retornar as entregas de cestas básicas de modo que evite aglomerações.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que a partir de segunda-feira (30) vai adotar o esquema de ‘drive-thru’ para a vacinação de idosos a partir de 60 anos contra a Influenza em São Luís, ou seja, as pessoas não precisam sair de seus carros para a aplicação da vacina.
A aplicação será realizada das 8h às 16h, na área de provas práticas do exame de habilitação de condutores, no Castelinho no bairro Vila Palmeira, em São Luís. Nesta etapa, serão vacinados idosos cujo o nome comece com a letra ‘A’. Para se vacinar, o idoso precisa apresentar o RG.
De acordo com a SES, a medida foi adotada para evitar a aglomeração de pessoas, em especial os idosos, que integram o chamado grupo de risco para doenças como o vírus tipo Influenza A (H1N1 e H3N2), um do tipo B e o novo coronavírus (Covid-19). O sistema de atendimento já vem sendo adotado em algumas cidades do país.
O Brasil registrou 15 novas mortes causadas pelo Novo Coronavírus nas últimas 24 horas. Com isso, chegou a 92 o número total de mortos no país desde a terça-feira passada, quando ocorreu o primeiro óbito pela doença.
As informações são do levantamento mais recente do Ministério da Saúde, divulgado na tarde desta sexta-feira (27). Já o número de casos em todo o país chegou a 3.417. Na quinta-feira (26), o país registrava 2.915 pessoas com diagnóstico de covid-19 confirmado em laboratório.
R7
Nitidamente com o novo coronavírus houve drástica alteração no cenário econômico global, afetando todos os setores da economia.
Em cenários como esse, depara-se com o aumento no número de impasses contratuais e consequentemente de disputas empresariais. Discussões de caso fortuito, força maior, imprevisão e análise sobre as cláusulas contratuais e alocação de riscos, ganham espaço no ambiente empresarial e jurídico. Diante dessas disputas, normalmente as empresas previamente tentam somente a realização de uma renegociação direta entre as partes, sem a assessoria de advogados externos ou de negociadores e, em momento posterior, inicia-se processo judicial ou arbitral, a depender da cláusula de resolução de disputas.
Embora seja a prática comum na experiência brasileira, nem sempre é a mais eficiente para os departamentos jurídicos e para as empresas. A utilização adequada de mediação e assessoria em negociação de contratos podem ser decisivas para resolver impasses estratégicos para as empresas e evitar dispêndio financeiro e de tempo dos envolvidos. Ocorre que por meio de decisão judicial ou arbitral, nem sempre os melhores interesses das partes são atendidos. É fato que a solução por meio de arbitragem confere segurança jurídica aos contratos, na medida em que viabiliza solução em prazo reduzido e normalmente por especialistas na matéria. Contudo, de nada adianta sagrar-se vencedor em processo arbitral ou judicial se o cliente não conseguir efetivamente receber o valor da condenação no tempo necessário ou se ocorrer o rompimento de relação comercial estratégica para as empresas. Em determinadas relações comerciais, sobretudo as que são estratégicas, é fundamental utilizar previamente negociação assessorada e principalmente mediação empresarial para resolução das disputas. Por meio da participação de um mediador, profissional com conhecimento e domínio das técnicas deste método de resolução de disputas, pode se alcançar solução que atenda aos interesses das partes. Equívoco frequentemente cometido na utilização da negociação ou mesmo da mediação, é não se preparar adequadamente para as reuniões. É recomendável que o cliente já esteja assessorado por escritório especializado na prática e fundamental que advogado e cliente analisem previamente todos os aspectos do caso, inclusive utilizando algumas técnicas de mediação. A título de exemplo, advogado e cliente devem antecipadamente projetar o cenário de melhor alterativa a um acordo negociado. Em sentido oposto, igualmente é fundamental exercitar a projeção da pior alternativa a um acordo negociado.
O Estadão
O governador Flavio Dino(PCdoB), foi para o seu twitter e criticou o falado “isolamento vertical” que está sendo muito comentado em todo o Brasil.
Diferente do “isolamento social” que mantém o distanciamento de todos. O “isolamento vertical” tem por finalidade separa apenas os grupos de risco da COVID-19.